Amadorismo de Sergio Moro continua a surpreender seus aliados

Encontro com o ex-ministro Joaquim Barbosa deu em nada

atualizado 12/01/2022 12:49

sp sergio moro Fábio Vieira/Metrópoles

Qualquer político minimamente informado sabe de pelo menos duas coisas a respeito de Joaquim Barbosa, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, e o primeiro negro a chegar lá.

Primeira: que a ser candidato, ele só admite disputar a presidência da República, e mesmo assim se satisfeitas todas as condições que estabelecer. Sua vaidade não permite menos do que isso.

Segunda coisa: que ele não gosta e nunca gostou de Sergio Moro. Sempre fez restrições ao comportamento do ex-juiz desde que ele comandava a Operação Lava Jato.

Impossível que Moro não soubesse. Mesmo assim, depois de muito insistir, foi recebido por Barbosa em seu apartamento no Rio. A conversa não foi longa. E, ao final, deu em nada.

Ou melhor: deu. Mal o ex-juiz foi embora, Barbosa confessou a amigos que vê com desconfiança a candidatura de Moro à sucessão do presidente Jair Bolsonaro e suas ligações com militares.

Durante o encontro, Barbosa rejeitou qualquer possibilidade de ser vice de Moro ou de concorrer ao governo do Rio de Janeiro. Foi por cortesia, só por isso, que Barbosa disse ter recebido Moro.

Foi também porque a ida de Moro ao seu apartamento o poria de novo sob a luz dos holofotes, e o ex-ministro do Supremo sente falta do tempo em que os holofotes o iluminavam.

Maldade final de Barbosa, outra prova do amadorismo que orienta as ações de Moro: ele disse achar que o ex-juiz poderá acabar sendo candidato ao Senado.

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