A Moro ou a qualquer outro nome, os militares preferem Bolsonaro

O que eles querem é impedir a volta da esquerda ao poder

atualizado

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Gustavo Moreno/Especial Metrópoles
Sergio Moro e o General Santos Cruz participam do encontro de presidentes estaduais do Podemos, em Brasília 3
1 de 1 Sergio Moro e o General Santos Cruz participam do encontro de presidentes estaduais do Podemos, em Brasília 3 - Foto: Gustavo Moreno/Especial Metrópoles

Os militares nada têm contra o ex-juiz Sergio Moro, um dos civis mais condecorados por eles desde o início da Operação Lava Jato – com que o presidente Jair Bolsonaro, em aliança com o Centrão, a esquerda e parte do Supremo Tribunal Federal deram um jeito de acabar. Moro sempre será bem visto nos quartéis.

É de Lula e do PT que eles não gostam. E a não ser que Bolsonaro possa ficar de fora do primeiro turno da eleição ano que vem, continuarão a apoiá-lo. Tudo farão para que governe mais quatro anos. Bolsonaro foi muito bom para eles. E, por enquanto, ainda parece ser o único nome capaz de impedir a volta da esquerda.

A briga de Moro com Bolsonaro pelo voto dos militares mal começou. O ex-juiz participou em Brasília do ato de filiação ao Podemos do general da reserva Carlos Alberto dos Santos Cruz, ex-ministro da Secretaria do Governo no início do governo Bolsonaro, de quem era amigo há mais de 40 anos.

O general era o único ministro que tratava Bolsonaro de “você”. Caiu porque o vereador Carlos Bolsonaro intrigou-o com o pai, como fizera antes com o advogado Gustavo Bebbiano, ministro da Secretaria-Geral da presidência da República. Moro reuniu-se com o general Otávio Rêgo Barros, ex-porta-voz de Bolsonaro.

Somente hoje, Bolsonaro marcará presença em três cerimônias militares – uma de sargentos em Guaratinguetá, em São Paulo; duas da brigada de infantaria paraquedista do Exército, no Rio. Amanhã, em Resende, no Rio, Bolsonaro irá a outra, na Academia Militar de Agulhas Negras, onde ele e Santos Cruz serviram juntos.

Moro e Bolsonaro também duelam pelo apoio do União Brasil, partido que nasceu da fusão do DEM com o PSL. Há muito dinheiro do fundo eleitoral em jogo, e tempo de propaganda eleitoral na televisão e no rádio. No momento, é Moro, não Lula, quem mais preocupa Bolsonaro. Os dois correm na mesma raia.

Lula já mandou dizer que respeita os militares e que, por isso, não irá procurá-los atrás de apoio. Lugar de militar é no quartel. Sua missão é defender a soberania do país e não se meter na política.

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