Pesquisa suspensa não anula tendência de queda de Flávio Bolsonaro
Noblat aponta que decisão de Nunes Marques sobre AtlasIntel é preliminar e não reverte desvantagem de Flávio Bolsonaro já mapeada nas ruas
atualizado
Compartilhar notícia

O jornalista Ricardo Noblat analisou a decisão do ministro Nunes Marques, do TSE, que suspendeu a pesquisa AtlasIntel que mostrava Lula sete pontos à frente de Flávio Bolsonaro.
A suspensão atendeu a um pedido do PL, sob a alegação de que o questionário induzia o eleitor ao testar a reação a um áudio de Flávio pedindo dinheiro ao dono do Banco Master. O áudio em questão só foi apresentado aos entrevistados após eles já terem respondido formalmente em quem votariam.
Em resposta oficial, a AtlasIntel defendeu a lisura de sua metodologia e explicou que o levantamento não sofreu contaminação técnica. O instituto destacou que pesquisas posteriores de outros órgãos registraram o mesmo padrão de impacto na imagem de Flávio Bolsonaro, o que comprova que os dados suspensos refletiam uma tendência real da opinião pública após o escândalo. Ao avaliar esse posicionamento, Noblat considerou o argumento da AtlasIntel bastante razoável, validando o fato de que a coleta posterior de outros institutos confirmou o mesmo cenário de oscilação, o que afasta a tese de que houve indução metodológica.
O jornalista ressaltou que a decisão de Nunes Marques, como relator do caso, ainda não é definitiva. No entanto, ele apontou que os demais ministros do tribunal ainda terão que votar o tema no plenário e a tendência provável é que os colegas acompanhem o voto do relator.


