
Oposição sentiu o golpe e falsa vacinação pode virar jogo no Congresso
Bolsonaristas não conseguiram reagir ao novo escândalo envolvendo o ex-presidente

A oposição ao governo Lula no Congresso Nacional sentiu o golpe da falsa vacinação de Jair Bolsonaro, sua família e assessores. Na manhã de ontem, após a ação da Polícia Federal, a expectativa era que parlamentares bolsonaristas fizessem um escarcéu nos plenários, comissões e corredores. Nada disso aconteceu.
O que se viu foi uma oposição silenciosa, cabisbaixa e tentando ensaiar alguma reação. Estupefatos com o novo escândalo de Bolsonaro e sua turma, sua base na Câmara e no Congresso torcia para o dia passar logo.
A derrota do governo no plenário no caso do marco do saneamento, no folgado placar de 295 a 136, já era esperada. Nessa votação, juntaram-se Arthur Lira, Centrão, bolsonaristas, além de bancadas evangélicas, da bala e ruralista. Ou seja, era uma goleada anunciada.
Convocado pela comissão comandada pela ultra-bolsonarista Bia Kicis (PL-DF), o ministro Flávio Dino (Justiça) não foi incomodado pela oposição, desanimada, dessa vez.
Numa reunião com mais de 30 deputados da segurança pública, todos aliados de Bolsonaro, com o general Braga Netto, não se viu uma ação de defesa enfática do ex-presidente. Dos 15 que discursaram no evento, apenas 2 criticaram a ação da PF e culparam o governo, como noticiou esse blog.
No final da tarde, um grupo de oposição foi fazer uma cena no Salão Verde, com cartazes pregando o impeachment de Lula. Não empolgou muita gente. Eduardo Bolsonaro (PL-SP) discursou, mas falou da “injustiça” que está sendo cometida contra o ex-ministro da Justiça Anderson Torres, preso há mais de 100 dias.
