
Manter Jaques Wagner na liderança arrasta o governo para crise
Coluna destrincha como o cerco sobre o aliado mais íntimo de Lula sufoca o Palácio do Planalto

No programa do Noblat desta segunda-feira (22), a análise política detalhou o impacto do escândalo de corrupção do Banco Master nas fileiras do PT. O jornalista chamou a atenção para o comportamento padrão dos políticos envolvidos em episódios do tipo: uma mistura de negação e a falsa certeza de que a investigação jamais os alcançará.
No entanto, o cerco está se fechando diretamente sobre o senador Jaques Wagner, um dos líderes históricos e amigo pessoal mais próximo do presidente Lula desde os tempos de fundação do partido. Para Noblat, a situação do atual líder do governo no Senado se tornou politicamente insustentável.
O escândalo, que começou a ser investigado ainda durante o governo Bolsonaro, também atinge outras figuras de peso do petismo, como o ex-governador da Bahia e atual chefe da Casa Civil, Rui Costa. Contudo, os holofotes e a pressão imediata recaem com força sobre Jaques Wagner. Embora Lula não tenha qualquer envolvimento pessoal ou direto com as irregularidades financeiras do banco, ele acaba pagando o preço político por ter seus principais aliados no centro do turbilhão.
Na visão categórica de Noblat, não há margem para meias medidas: ou Jaques Wagner pede um afastamento voluntário — usando como justificativa a necessidade de cuidar da própria defesa ou de focar na campanha eleitoral — ou o próprio Palácio do Planalto terá que afastá-lo do cargo de liderança.
