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Lula vai propor alteração no mandato no BC, sem mexer na autonomia

Proposta deve sofrer resistência no Congresso, que analisa justamente um aumento na autonomia do Banco Central

04/07/2024 08:00, atualizado 04/07/2024 10:03
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Hugo Barreto/Metrópoles
Imagem colorida do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva - Metrópoles

O governo Lula (PT) vai propor ao Congresso Nacional uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para alterar o mandato do presidente do Banco Central (BC) do Brasil. A ideia é que o mandato seja reduzido para três anos, para que um mandatário não fique até a metade do mandato de outro presidente da República, como é agora. A proposta, no entanto, só deve ser apresentada no ano que vem, quando um novo chefe do BC, indicado por Lula, estiver no cargo.

A PEC não alterará a autonomia do Banco Central, como é desejo do petista. O texto só alterará para três anos o tempo de mandato do chefe do BC.

A ministra Simone Tebet (Planejamento e Orçamento) chegou a falar sobre o assunto no Palácio do Planalto. A jornalista, disse que acha saudável a autonomia do Banco Central, mas que um ano de um presidente do Banco Central de governos passados é mais que o suficiente para “passar o bastão”.

No Senado, A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) deve analisar ainda neste semestre a PEC da Autonomia Financeira do Banco Central. O texto pode conceder independência ao BC para gerir seus próprios recursos, contratar pessoal e definir planos de carreiras e salários.

Lula e Roberto Campos Neto estão em lados contrários sobre o texto. Senadores da base governista querem adiar a decisão para 2025, quando o Banco Central já estará sob a liderança de um novo presidente.