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Governo confia na manutenção, mas MP de Haddad tem tudo para cair

Pacheco deve segurar medida até a análise, mas chance de cair já na comissão especial é grande

11/01/2024 10:00
Vinícius Schmidt/Metrópoles
Imagem colorida de Fernando Haddad, ministro da Fazenda que teve inquérito arquivado pela Justiça; ele é um homem branco, de cabelos grisalhos falando a um microfone - Metrópoles

O presidente do Congresso Nacional, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), tentará agradar governo e Centrão na disputa pela Medida Provisória da reoneração. Por um lado, vai propor ao ministro Fernando Haddad (Fazenda) que troque a MP por um projeto de lei em regime de urgência, respeitando o rito da Câmara e do Senado. Por outro, vai liberar que a medida seja analisada pela comissão especial, sendo derrubada já no colegiado.

Se o PL for pelo Senado, Pacheco garante que vai acelerar a tramitação. Como o blog mostrou, o governo argumentou a Pacheco que há tempo hábil para discutir a medida, já que ela só passa a valer em 1º de abril. 

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Já a análise da medida na comissão especial tem tudo para encurtar a discussão da MP. Caso seja derrubada na Comissão Especial, a Medida Provisória nem vai a Plenário. O governo observa com apreensão essa articulação, pois, mesmo detendo a maioria no futuro colegiado, partidos que integram a base estão envolvidos nesse planejamento da derrubada.

Ontem, o líder do governo no Senado, o senador Jaques Wagner (PT-BA), “garantiu” que a MP não será devolvida por Rodrigo Pacheco. O presidente do Congresso, no entanto, só deve tomar uma decisão depois de conversar com Haddad, em 15 de janeiro.

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