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Brasil vai adotar posição mais dura contra Israel

Com liberação de brasileiros, país deve condenar os ataques e crimes de guerra nos territórios da Palestina

Vinícius Nunes11/11/2023 10:00, atualizado 12/11/2023 14:06
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Lev Radin/Pacific Press/LightRocket via Getty Images
Imagem colorida mostra o ministro das Relações exteriores Mauro Vieira - Metrópoles

Ao lado da China, atual presidente do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU), o Brasil deve adotar uma posição mais dura contra o conflito de Israel e o Hamas na Faixa de Gaza. A palavra “genocídio” não deve ser formalmente usada ainda pelos diplomatas, mas o Brasil deve condenar os crimes de guerra cometidos por Israel contra o povo palestino, de uma forma mais ampla.

Entre a lista de possíveis crimes cometidos por Israel e que serão reconhecidos pelo Brasil, está o uso de bombas de fósforo branco no Líbano. Também há o bombardeamento contra alvos civis e contra materiais como água, combustíveis e medicamentos na Faixa de Gaza.

Dessa forma, o Brasil se une à China, à Rússia e aos Emirados Árabes Unidos dentro do Conselho de Segurança da ONU. São esses os países que adotam, desde o início da guerra, um tom mais duro contra Israel.

O entreveiro entre Brasil e Israel só aumentou nos últimos dias. A demora daquele país para a liberação de brasileiros que passariam pela fronteira com o Egito foi vista, pela diplomacia brasileira e pelo presidente Lula (PT), como uma retaliação contra o Brasil por suas posições como ocupante da presidência no Conselho.

Também pegou muito mal a conduta do embaixador israelense no Brasil, Daniel Zonshine. Além de se reunir com Jair Bolsonaro (PL), o diplomata disse haver pessoas no Brasil que ajudam o Hamas.