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Ataques de Israel afastam chances de retorno de embaixador brasileiro

Frederico Meyer está no Brasil desde que o presidente Lula foi declarado persona non grata em Israel

01/03/2024 02:00
Reprodução
israel katz e frederico meyer

O Ministério das Relações Exteriores ainda não definiu, e provavelmente não o fará nas próximas semanas, o retorno do embaixador brasileiro em Israel, Frederico Meyer. Avalia-se que a reintegração do diplomata só ocorrerá se as tensões entre Brasil e Israel diminuírem. O que não interesse a Israel

Segundo interlocutores no Itamaraty, as tensões não foram arrefecidas graças ao lado israelense. O ministro das Relações Exteriores do país, Israel Katz, tem feito ataques, quase que diários, contra o presidente Lula (PT). A última postagem feita em português em seu perfil no X, mostra uma imagem feita por inteligência artificial em alusão ao petista, com uma placa dizendo “eu não falei holocausto” e exigindo desculpas do presidente. 

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Meyer está desde 19 de fevereiro no Brasil, depois que tomou uma reprimenda de Israel Katz no Museu do Holocausto de Israel. Naquele dia, Lula foi declarado persona non grata. O presidente mandou que ele voltasse diretamente ao Brasil, o que, em linguagem diplomática, é o primeiro passo para uma ruptura.

Como o blog mostrou, um possível rompimento com Israel não preocupa o Brasil. O Itamaraty avalia que o presidente Lula pode ser o iniciador de um movimento de denúncia contra o genocídio palestino na Faixa de Gaza.

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Caso o rompimento democrático realmente aconteça, ele pouco influenciará a posição do Brasil internacionalmente. Entre os parceiros comerciais, Israel não aparece nem entre os principais do Oriente Médio. Na troca de conhecimento e tecnologia, Catar, Emirados Árabes Unidos e o Bahrein aparecem primeiro. Consequências econômicas, portanto, são nulas.