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Ataque tardio de Caiado a Flávio corre o risco de não surtir efeito

Pregação antipetista não converte o eleitor do clã e mantém a terceira via sem fôlego

28/07/2026 09:00, atualizado 28/07/2026 09:35
Divulgação/PSD
Ronaldo Caiado. Metrópoles

No programa do Noblat, a bancada do analisou os lançamentos das candidaturas de direita e as travas que impedem seu crescimento.

Mesmo sob isolamento e sem vice, Flávio Bolsonaro sustenta a liderança da oposição e aparece empatado com Lula no Rio de Janeiro. Embora o senador esteja longe da vantagem avassaladora do pai em 2022, a resiliência de seu eleitorado bloqueia o avanço de concorrentes que dependem, obrigatoriamente, de tomar os votos do bolsonarismo para decolar.

Atento a essa trava, o governador Ronaldo Caiado oficializou sua candidatura pelo União Brasil partindo para o confronto direto. Em tom duro, provocou Flávio ao chamá-lo de candidato “Kinder Ovo” e “frango de granja”, alertando que insistir no herdeiro é entregar ao PT o adversário que Lula deseja no segundo turno. No entanto, o movimento do goiano veio com atraso e enfrenta a fratura do próprio partido, esvaziado por ausências de peso.

Já Romeu Zema teve o nome homologado pelo Novo em Brasília, mas adotou uma tática ineficaz: evitou o embate com Flávio e focou em ataques ao STF, promessas de criar superpresídio na Amazônia e críticas ao PT. Sem coragem para disputar o espólio bolsonarista com o herdeiro direto, Zema segue empacado na casa dos 3%, comprovando a incapacidade da direita alternativa de romper a polarização entre Lula e o PL.

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