Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Foto de Blog do Noblat
Coluna Blog do Noblat
Blog do Noblat - 22 anos

Socorro de Milei isola Flávio e abre crise diplomática

Noblat analisa a crise diplomática, o desdém de Lula e a gafe de Nikolas em vídeo

28/07/2026 08:00, atualizado 28/07/2026 08:27
Reprodução
Javier Milei participa de evento de Flávio Bolsonaro. Metrópoles

No programa do Noblat, a bancada analisou como o presidente da Argentina, Javier Milei, virou a principal “tábua de salvação” de Flávio Bolsonaro para tentar disfarçar o isolamento político na convenção do PL.

Sem conseguir fechar vice nem coligações com o Centrão, a oposição apelou ao líder argentino para encorpar o evento. Contudo, ao subir ao palanque, Milei extrapola o apoio partidário e dispara ofensas diretas ao presidente Lula e ao Supremo Tribunal Federal, inflamando a militância. A ingerência explícita nos assuntos internos do país desatou crise diplomática imediatamente.

A despeito da recepção pomposa organizada pelo governador Tarcísio de Freitas – que estendeu um tapete azul e concedeu a Milei a Ordem do Ipiranga –, o espetáculo não evitou o vexame na convenção. Formado majoritariamente por cabos eleitorais de candidatos locais, o público começou a ir embora assim que os postulantes regionais discursaram, deixando Flávio diante de um Pacaembu menos empolgado antes mesmo de ele começar o seu pronunciamento.

Para completar o clima de desarranjos no clã, o deputado Nikolas Ferreira faltou ao evento alegando ter ficado “preso” em Belo Horizonte – justificativa vista como cascata pela bancada – e, no vídeo gravado para se desculpar, ainda cometeu um ato falho ao citar as “rachadinhas”, reacendendo o fantasma do escândalo de gabinete que assombra o senador.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Enquanto a Esplanada reagiu com irritação aos ataques do argentino – com o Ministério da Fazenda chegando a chamar Milei de “palhaço” –, o presidente Lula preferiu o pragmatismo e a altivez.

Após agenda com o presidente da Coreia do Sul, Lula foi questionado sobre o “show” do argentino e reagiu com desdém, para não inflar a cortina de fumaça criada pela oposição, deixando transparecer o profundo incômodo com o episódio, mas sem dar ao rival o palco diplomático que ele buscava.