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Além de crise no Congresso, vetos de Lula bagunçam disputa eleitoral

Presidente enfraquece partidos que serão adversários em outubro deste ano

Vinícius Nunes25/01/2024 10:00, atualizado 24/01/2024 22:46
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Hugo Barreto/Metrópoles @hugobarretophoto
Lula anuncia Ricardo Lewandowski como ministro da Justiça

Com o veto de R$ 5,6 bilhões em emendas de relator, o presidente Lula (PT) não só piorou a relação com o Congresso Nacional, como também bagunçou a disputa eleitoral de 2024. A medida enfraquece ministérios comandados por partidos que, apesar de estarem no governo, serão adversários do PT em outubro.

É o caso do ministério das Cidades, que teve um corte de R$ 1,78 bilhão. A pasta é comandada por Jader Filho (MDB), que terá menos dinheiro para obras em redutos do seu partido. A avaliação de congressistas do Centrão é que essa foi uma jogada pensada de Lula.

É o mesmo caso de Waldez Góes, que tem como principal padrinho o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O ministério dele, Integração e Desenvolvimento Regional, perdeu R$ 1,71 bilhão. O PP de André Fufuca (Esportes) também perdeu R$ 509 milhões. 

MDB, União Brasil e PP, nesta ordem, são três dos quatro partidos políticos com mais prefeitos em todo o país (ficam atrás apenas do PSD, de Gilberto Kassab). Em muitas cidades, serão adversários do PT, como em São Paulo. Na capital paulista, Ricardo Nunes (MDB) concorrerá diretamente com Guilherme Boulos (Psol) —o Partido dos Trabalhadores indicará Marta Suplicy como vice.

É bom lembrar que o PT tem a meta ambiciosa de eleger até 300 prefeitos (em 2020 foram só 182, com nenhuma capital). O partido terá como principal puxador de votos o presidente Lula, que também usará o PAC (Programa da Aceleração do Crescimento) Seleções como plataforma de campanha.