
Sem vice e sem Centrão, PL oficializa Flávio em meio a atritos
O programa do Noblat analisa como a estabilidade não esconde a falta de vice e alianças

No programa do Blog do Noblat, a bancada analisou a última pesquisa Datafolha, que consolida um cenário de estabilidade na corrida presidencial. Lula lidera com 48% contra 43% de Flávio Bolsonaro no segundo turno.
O resultado traz alívio duplo: garante ao Planalto o adversário dos sonhos e estanca a queda de Flávio, que parou de derreter mesmo debaixo de graves denúncias envolvendo o Banco Master e notas fiscais de fachada. A resiliência da base bolsonarista acabou por travar a “terceira via”, deixando Ronaldo Caiado (4%) e Romeu Zema (3%) sem fôlego para crescer.
Apesar dos números, Flávio chega à convenção do PL marcado pelo isolamento político. Sem alianças formais com o Centrão – que preferiu a neutralidade para negociar com quem vencer -, o senador coleciona recusas para a vaga de vice e sofre sem palanques fortes em estados estratégicos. Para piorar a crise interna, a reaproximação com Michelle Bolsonaro escancarou o abismo de apelo popular no clã: o vídeo de “perdão” da ex-primeira-dama atingiu 8,4 milhões de visualizações, atropelando o alcance do próprio pré-candidato (1,3 milhão). O “arrego” de Flávio revoltou Carlos Bolsonaro e expôs a força de Michelle, que fará apenas o mínimo protocolar na campanha do enteado.
Por fim, a bancada destacou o aceno pragmático de Lula às Forças Armadas para desarmar a influência bolsonarista na caserna. Ao defender mais recursos para a defesa e a soberania nacional, o presidente buscou pacificar as relações com os militares apelando para uma metáfora popular: “As Forças Armadas são igual a Deus: você pode até não acreditar, mas na primeira dor de barriga vai chamar por Ele”.
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles
