Vila na Itália comemora o nascimento de primeiro bebê em 30 anos
Depois de 30 anos, Pagliara dei Marsi, uma vila na Itália, pôde comemorar o nascimento do primeiro bebê. Agora, a população tem 20 pessoas
atualizado
Compartilhar notícia

Na região de Abruzzo, na Itália, uma pequena vila chamada Pagliara dei Marsi celebrou um acontecimento que parece comum para o resto do mundo, mas que é histórico para os moradores locais. Com mais gatos do que pessoas, o lugar comemorou o nascimento do primeiro bebê em quase 30 anos.
A caçula da vila se chama Lara Bussi Trabucco e nasceu em março de 2025, elevando a população para 20 habitantes. A novidade foi tão grande que, em seu batizado, realizado na igreja vizinha de sua casa, praticamente todos os moradores compareceram — até os felinos.
Clique aqui para seguir o canal do Metrópoles Vida&Estilo no WhatsApp
A família
“Há pessoas que nem sequer sabiam que Pagliara dei Marsi existia, e agora vieram aqui só porque ouviram falar da Lara. Com apenas 9 meses de idade, ela já é famosa”, disse a mãe da bebê, Cinzia Trabucco.

Com o objetivo de combater um inverno demográfico — quando taxas de natalidade ficam abaixo do nível de reposição populacional — a primeira-ministra Giorgia Meloni implementou um programa em janeiro de 2025. Por conta disso, a família recebeu um bônus, após o nascimento, de 1.000 euros, além de ganhar um auxílio-creche mensal de 370 euros.
Dados alarmantes
Apesar de tanta alegria para família e para os locais, o nascimento de Lara escancara o agravamento da crise demográfica na Itália. De acordo com o Istituto Nazionale de Statistica (Istat), o número de nascimentos do país, em 2024, caiu para pouco menos de 370 mil, marcando o mínimo histórico e o 16° ano consecutivo de queda.

Em 2025, os dados sugeriram que a tendência é que a taxa de natalidade siga diminuindo. Justamente a região de Abruzzo, onde fica a vila em que a bebê nasceu, tem o declínio mais acentuado. No último ano, de janeiro a julho, o número caiu em 10,2% em comparação com 2024.
A explicação para isso não tem a ver apenas com as dificuldades econômicas da Itália. Falta de empregos, migração de jovens, ausência de apoio para mães que trabalham, aumento da infertilidade masculina e crescente no número de pessoas que escolhem não ter filhos são alguns dos outros fatores.
