Veja o arriscado truque de beleza de Jennifer Aniston e Hailey Bieber
Amados por celebridades como Jennifer Aniston e Hailey Bieber, os peptídeos injetáveis tornaram-se o novo fenômeno do mercado da beleza
atualizado
Compartilhar notícia

Impulsionados por celebridades internacionais como Jennifer Aniston e Hailey Bieber, os peptídeos injetáveis tornaram-se o novo fenômeno do mercado da beleza. Vendidos como “mensageiros celulares” capazes de regenerar tecidos e estimular o colágeno, compostos como o GHK-Cu (peptídeo de cobre) dominam as buscas por longevidade.
No entanto, o entusiasmo digital esbarra na regulação sanitária: a dermatologista Andressa Vargas, da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), adverte que a prática carece de comprovação científica robusta e não possui autorização para aplicação injetável no Brasil.
Entenda
-
O que são: cadeias de aminoácidos que atuam como sinalizadores nas células, prometendo firmeza e regeneração da pele.
-
Uso tópico vs. injetável: enquanto cremes com peptídeos são seguros e consagrados, a versão injetável não tem aval da Anvisa.
-
Falta de garantias: sem regulamentação, não há controle sobre a pureza do material, segurança da aplicação ou efeitos a longo prazo.
-
Alternativas seguras: bioestimuladores, lasers e protocolos de skincare oferecem resultados similares com respaldo científico.
A ciência por trás da tendência
Os peptídeos são pequenos fragmentos de proteínas que funcionam como chaves de comunicação entre as células. No topo da lista de desejos atual está o GHK-Cu. Embora o nome soe tecnológico, Andressa Vargas explica que é preciso cautela.
“Eles vêm sendo divulgados como aliados potentes na firmeza da pele, mas é fundamental separar o uso em cremes da aplicação por agulhas”, afirma a médica.
A dermatologista reforça que, apesar do marketing agressivo de influenciadores, a aplicação subcutânea ou intramuscular dessas substâncias para fins puramente estéticos ainda é uma zona cinzenta da medicina. A promessa de “reprogramação corporal” e rejuvenescimento instantâneo muitas vezes ignora a necessidade de estudos clínicos que validem essas funções em humanos de forma injetável.

O vácuo regulatório e os riscos
No Brasil, a segurança do paciente é regida por critérios rigorosos da Anvisa. Atualmente, nenhum desses peptídeos “da moda” possui registro para uso injetável com objetivos estéticos no país.
“Isso significa que não há garantias sobre a pureza do material ou a segurança da aplicação”, destaca a especialista da SBD.
Optar por substâncias não autorizadas expõe o paciente a complicações desconhecidas, desde reações alérgicas graves até infecções e nódulos. Para Andressa, o senso crítico deve prevalecer sobre o algoritmo das redes sociais:
“Nem tudo que viraliza é seguro. A estética deve caminhar lado a lado com a ciência e com as normas regulatórias vigentes”.

Opções consagradas
Para quem busca os benefícios do colágeno e da firmeza da pele, a dermatologia já dispõe de um arsenal com eficácia comprovada. Bioestimuladores de colágeno regulamentados, tecnologias a laser e até o próprio uso tópico de peptídeos em cosméticos externos são caminhos seguros.
“O mais prudente é aguardar estudos clínicos mais profundos e a devida regulamentação antes de considerar esse tipo de terapia injetável”, finaliza a médica. A orientação é clara: antes de aderir a qualquer “fórmula mágica” da internet, a consulta individualizada com um médico dermatologista continua sendo o procedimento mais moderno e eficaz para a saúde.
