Slow travel: tendência propõe viagens focadas em descanso e bem-estar
Conhecia como slow travel, a tendência incentiva estadias mais longas, menos deslocamentos e experiências voltadas ao descanso e à conexão

E se o melhor de uma viagem não fosse a quantidade de cidades que você carimbou no passaporte, mas sim a profundidade da experiência que você viveu lá? É justamente essa dinâmica que o termo slow travel propõe: abandonar um ritmo frenético, ficar mais tempo no mesmo destino, abrir mão de roteiros engessados e, quem sabe, até viver como um morador local.

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Ver todasMesmo quando se trata de turismo de luxo, cada vez mais pessoas estão escolhendo viagens focadas em desacelerar e descansar. Segundo a consultoria global McKinsey, o mercado de wellness tourism, ou turismo de bem-estar, deve ultrapassar US$ 1 trilhão nos próximos anos — algo equivalente a cerca de R$ 5 trilhões.

Entenda mais sobre o tema
Ao Metrópoles, Anna Laura Wolff, jornalista e influenciadora em turismo, explica o que mudou no comportamento das pessoas.
“Hoje, o viajante quer sentir que a experiência foi pensada para ele, respeitando seu tempo, seu ritmo e seus interesses. Existe uma busca muito maior por viagens que tragam conexão, descanso real e memórias significativas, e não apenas status ou consumo”, afirma.
Por conta disso, o slow travel ganha espaço ao transformar o passeio em uma experiência de contemplação, presença e conexão genuína com o destino. Assim, a tendência prioriza estadias mais longas, menos deslocamentos e mais vivências autênticas. “Cada escolha, do hotel à gastronomia, das atividades culturais aos momentos de descanso, ganha um olhar mais artesanal e exclusivo”, ressalta.
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Dentro do conceito, a especialista comenta sobre outro termo, conhecido como turismo do sono. “O objetivo é promover recuperação física e mental, melhorar a qualidade do sono e reduzir impactos do estresse”, explica. Nesse caso, hospedagens têm adaptado seus serviços para oferecer isolamento acústico, menu de travesseiros, colchões tecnológicos e até trilhas sonoras para dormir.
“Dormir bem virou um verdadeiro luxo. Hoje, alguns hotéis entendem que o descanso precisa ser tratado como experiência principal, criando ambientes sensoriais completos para promover relaxamento profundo”, destaca.
Ideias de viagem
Por último, Ana Laura elenca sugestões de destinos para quem quer desfrutar de experiências como essa.

Confira:
- Chiang Mai, no norte da Tailândia, que se destaca por retiros de meditação, spas e vivências espirituais em meio às montanhas;
- No Peru, a Trilha Inca propõe uma imersão de quatro dias entre ruínas e paisagens andinas, valorizando o percurso acima da pressa turística;
- Na região amazônica, experiências de turismo comunitário oferecem hospedagem com famílias ribeirinhas, gastronomia local e contato direto com a floresta;
- Já em Cambará do Sul, na Serra Gaúcha, cânions, trilhas e hospedagens de luxo integradas à natureza reforçam a busca por viagens focadas em contemplação, descanso e conexão com o ambiente.



