Desacelerar e rever hábitos previne esgotamento, diz psicóloga
Psicóloga Fernanda Tochetto alerta para os riscos da sobrecarga mental e destaca a importância de desacelerar e fortalecer vínculos
atualizado
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A pressão do cotidiano, somada ao excesso de estímulos e à ausência de pausas, tem impulsionado o crescimento de quadros de ansiedade e fadiga crônica na sociedade atual.
Diante deste cenário, a psicóloga Fernanda Tochetto defende que a revisão de hábitos e a desaceleração são passos fundamentais para preservar a saúde mental.
Segundo a especialista, o desgaste emocional está profundamente ligado à maneira como interpretamos nossas experiências e lidamos com as pressões externas, exigindo um novo olhar sobre o autocuidado e a organização do dia a dia.
Entenda
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Gestão de pensamentos: a forma como processamos as pressões pode gerar cansaço extremo; rever padrões mentais é essencial para evitar o adoecimento e a fadiga crônica.
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Rede de apoio: compartilhar dores com amigos e familiares evita o isolamento. O suporte social é comparado a uma “roda gigante”, onde o auxílio mútuo é vital nos momentos de baixa.
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Higiene digital: a redução do uso de telas é urgente, pois a tecnologia fomenta comparações constantes que contribuem diretamente para o adoecimento emocional.
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Autocuidado físico: a prática de exercícios pelo menos três vezes por semana, o sono adequado e momentos de lazer devem ser encarados como atos de amor-próprio e equilíbrio.

O perigo do isolamento e o papel da escuta
Um dos maiores agravantes do esgotamento, segundo Fernanda Tochetto, é a tendência ao isolamento. Ela enfatiza que a vida deve ser enxergada como um dom que precisa de cuidado compartilhado. “Não viva a dor sozinho”, orienta a psicóloga, destacando que fortalecer vínculos é uma barreira contra crises profundas.
Para quem deseja ajudar alguém em sofrimento, a recomendação é priorizar a escuta acolhedora. De acordo com a especialista, se não houver preparo para aconselhar, o ideal é apenas ouvir sem julgamentos e propor atividades leves, permitindo que a pessoa fragilizada se sinta integrada e amparada por sua rede social.
Mudança de hábitos como prevenção
A prevenção do esgotamento emocional passa, invariavelmente, pela mudança de comportamento. A psicóloga reforça que manter uma rotina equilibrada, com atividades físicas regulares e tempo de qualidade longe das redes sociais, é o caminho para evitar que o estresse evolua para patologias mais graves.
A especialista conclui que o ato de desacelerar não deve ser visto como uma perda de produtividade, mas como uma estratégia de sobrevivência. “Desacelere para você não cair em um quadro de síndrome de fadiga crônica”, alerta, reiterando que a saúde deve ser preservada antes que o corpo e a mente atinjam o limite de sua exaustão.














