Saiba como a alimentação atua na prevenção de um AVC, segundo nutri
Em outubro, mês de conscientização, veja como a alimentação ajuda na prevenção e na recuperação de quem já passou por um AVC

Ele chega com sinais repentinos: a boca entorta, um braço perde a força, a fala embola. O AVC, popularmente chamado de derrame, foi responsável por mais de 85 mil mortes no Brasil em 2024 e é uma das principais causas de incapacidade no país. Em outubro, mês de conscientização, veja como a alimentação ajuda na prevenção e na recuperação de quem já passou pelo problema.
Entendendo o AVC
Existem dois tipos principais. No isquêmico, o mais comum, uma artéria que leva sangue ao cérebro entope. No hemorrágico, um vaso se rompe. Nos dois casos, uma parte do cérebro fica sem oxigênio e começa a morrer.
Pense nos vasos como os canos de uma casa. A pressão alta funciona como uma bomba forte demais, que desgasta os canos até eles racharem. O excesso de gordura, açúcar e cigarro vai criando crostas que estreitam a passagem. A comida influencia diretamente os dois problemas.
O sal é o primeiro da lista
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Vida & EstiloA pressão alta é o principal fator de risco para o AVC. E o brasileiro come sal demais: em média, cerca de 9 gramas por dia, quase o dobro do limite recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 5 gramas, pouco menos de uma colher de chá.
Sem dúvidas, a maior parte desse sal não vem do saleiro, e sim de produtos prontos. Temperos industrializados em cubo, embutidos, salgadinhos, macarrão instantâneo, molhos prontos e fast-food são os grandes vilões.
O que ajuda a proteger
- Frutas, verduras e legumes todos os dias, que trazem potássio, mineral que ajuda a equilibrar a pressão;
- Feijão, lentilha, aveia e grãos integrais, ricos em fibras;
- Azeite de oliva, castanhas e abacate, fontes de gorduras boas;
- Peixes como sardinha e salmão, com ômega 3;
- Ervas, alho, cebola, limão e pimenta para dar sabor no lugar do sal;
- Esse estilo de alimentação, parecido com a dieta mediterrânea, é um dos mais estudados para proteger coração e cérebro. Controlar diabetes e colesterol, parar de fumar, moderar o álcool e se exercitar completam a proteção.

E depois do AVC?
A alimentação também tem papel importante na recuperação. Muitas pessoas ficam com dificuldade para engolir, o que aumenta o risco de engasgo e pneumonia. Nesses casos, o fonoaudiólogo avalia a deglutição e o nutricionista adapta a consistência dos alimentos, com purês, caldos espessados e preparações pastosas.
Outros cuidados importantes:
Garantir proteína suficiente para preservar a massa muscular durante a reabilitação
Manter a hidratação, já que muitos pacientes sentem menos sede
Investir em fibras e água para evitar o intestino preso, comum pela imobilidade
Quem usa o anticoagulante varfarina deve manter constante a quantidade de folhas verdes, ricas em vitamina K, sem cortar nem exagerar de repente
Na mercado, na cozinha e no consultório
Prevenir começa na escolha do mercado, no que você faz na cozinha, mas também no consultório: medir a pressão com regularidade e seguir o tratamento correto são atitudes tão importantes quanto o que vai ao prato. Pequenas escolhas diárias protegem o cérebro por toda a vida.














