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Psicólogas explicam o que suas unhas podem revelar sobre você

Especialistas explicam que o cuidado que temos, ou não, com as unhas pode ser indicativo do estado mental

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Mão feminina com unhas francesinhas brancas
1 de 1 Mão feminina com unhas francesinhas brancas - Foto: Getty Images

Para muitas pessoas, manter as unhas grandes, sempre feitas e esmaltadas é uma forma de autocuidado e de investir na autoestima. Outras, preferem unhas curtas, mas, nem por isso, descuidam das mãos e estão com as cutículas em dia.

Embora o cuidado com as unhas possa trazer bem-estar, alguns homens e mulheres não conseguem se livrar do hábito de roê-las e arrancar as peles sobressalentes da cutícula com a boca.

Juliana Gebrim, psicóloga clínica e neuropsicóloga pelo Instituto de Psicologia Aplicada e Formação de Portugal (IPAF), explica que, embora pareça apenas um costume, em muitos casos, o ato de roer as unhas está ligado a quadros de ansiedade e estresse. “É um comportamento repetitivo que a pessoa adota quase de forma automática para aliviar a tensão”.

Quando é constante e o indivíduo se pega roendo sem perceber ou quando o ato causa machucados, dor e constrangimento, pode ser considerado um sinal clínico de que algo está errado com a saúde mental.

“Muitas pessoas roem as unhas como uma forma de lidar com a tensão, e isso pode se tornar um comportamento compulsivo, conhecido como onicofagia. Em alguns casos, pode ser diagnosticado como um transtorno de controle dos impulsos”, acrescenta a psicóloga Cibele Santos.

Qual a relação entre a ansiedade e as unhas

Juliana explica que o ato de roer as unhas funciona como uma descarga emocional. “Acontece que o movimento repetitivo ajuda momentaneamente a reduzir a ativação do sistema nervoso, dando a rápida sensação de alívio”.

Além disso, esse é um comportamento aprendido. Cibele comenta que existe um condicionamento, ao roer as unhas, a pessoa pode experimentar um alívio temporário da ansiedade, reforçando o hábito.

Outro mecanismo é a distração: Cibele comenta ainda que roer as unhas pode servir como uma forma de desviar a atenção de sentimentos de estresse ou desconforto. “Além disso, a ação física de roer as unhas pode liberar tensão acumulada, criando uma sensação momentânea de alívio”, completa.

Apesar de parecer inofensivo, o hábito afeta muito mais do que apenas a aparência das unhas. Além de machucá-las e facilitar inflamações e infecções quando a pessoa também rói as cutículas e causa ferimentos, o ato pode afetar a saúde bucal e intestinal.

Veja alguns dos riscos de roer as unhas:

1. Danos aos dentes: o hábito pode causar desgaste dental, alinhamento inadequado dos dentes e até fraturas naqueles mais frágeis.
2. Infecções: as unhas podem abrigar germes e bactérias. Quando são roídas, há o risco de introduzir essas bactérias na boca, causando infecções nas gengivas ou doenças periodontais. Elas também podem, em seguida, causar infecções gastrointestinais.
3. Problemas nas gengivas: o ato de roer pode irritar e inflamar as gengivas, levando a problemas gengivais e hemorragias.
4. Complicações digestivas: ingerir fragmentos de unhas pode provocar desconforto gastrointestinal, como dor abdominal ou constipação, especialmente se houver pedras de unha.
5. Alteração na microbiota intestinal: o aumento na introdução de germes pode afetar a microbiota intestinal, levando a desequilíbrios que podem contribuir para problemas digestivos ou inflamações.

Como parar de roer as unhas

– Manter as unhas mais curtas e usar esmaltes com gosto amargo.
– Substituir o hábito por outro mais saudável, como apertar uma bolinha de borracha, brincar com um anel ou praticar exercícios de respiração.
– Quando o hábito está muito associado à ansiedade, é preciso buscar apoio psicológico para aprender novas formas de lidar com as emoções.

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