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Pré-candidata do PL registra B.O. ao ser impedida de entrar em casa

Maria Amélia, pré-candidata a deputada federal pelo PL, alegou ter sido impedida de entrar no condomínio em que mora há 16 anos

27/07/2026 14:21, atualizado 28/07/2026 06:13
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
Pré-candidata do PL registra B.O. ao ser impedida de entrar em casa

Uma pré-candidata a deputada federal pelo Partido Liberal (PL) foi parar na delegacia após ter sido impedida de entrar no condomínio Mônaco, no Jardim Botânico, área nobre de Brasília.

Maria Amélia (à esquerda na foto) mora no local com o marido há 16 anos, mas, segundo a síndica, não apresentou documentação que comprove a titularidade do terreno e, por isso, foi impedida de ingressar como moradora.

Na última quinta-feira (23/7), Maria Amélia e o marido se desentenderam com a síndica, Juliana Porcaro, após serem impedidos de entrarem no condomínio. O caso foi registrado na 30ª Delegacia de Polícia (São Sebastião). A síndica do local acusou a pré-candidata e o marido de ameaça. Já a pré-candidata disse ser “perseguida”.  

Segundo o depoimento de Maria Amélia à Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), ao chegar ao condomínio, o porteiro a informou de que ela estava proibida de entrar como moradora e que deveria ingressar como visitante. Maria Amélia declarou que se sente “perseguida no condomínio em virtude de sua condição de pré-candidata”.

Segundo Maria Amélia disse à polícia, “a síndica e terceiros vêm denegrindo sua reputação e honra por meio de imputações realizadas pessoalmente e via WhatsApp, no grupo do condomínio, com o intuito de inviabilizar sua candidatura”.

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Em depoimento, a síndica informou que pede a documentação atualizada desde janeiro deste ano e que “até hoje não foi protocolado na administração nenhum dos documentos solicitados”. Por isso, de acordo com ela, “não tem como manter um cadastro”.

A síndica ainda relatou que sofreu ameaças por parte do marido de Maria Amélia, que teria dito em reunião que “ela estaria criando muitos inimigos e que era melhor ela tomar cuidado”.

O caso foi registrado como ameaça e segue em investigação.

Em nota, a defesa de Maria Amélia afirmou que a empresária “compareceu à autoridade policial no contexto de uma ocorrência decorrente da restrição imposta ao acesso ao condomínio em que reside há mais de 18 anos”.

O advogado da confeiteira ainda disse que “o documento original permanece em poder do casal, teve as firmas devidamente reconhecidas e já havia sido apresentado à administração condominial. Portanto, não corresponde à realidade a afirmação de que o casal simplesmente se recusou a apresentar documentação ou que não possua instrumento comprobatório de sua relação com o imóvel“.

“Maria Amélia Campos Dias e Ronaldo Gonçalves Dias não reivindicam qualquer privilégio ou tratamento diferenciado. Reivindicam apenas o direito de serem tratados nas mesmas condições aplicáveis aos demais moradores e de terem assegurado o livre acesso ao local onde residem há quase duas décadas, sem constrangimentos, bloqueios arbitrários ou necessidade de autorização de terceiros. A defesa confia na atuação das autoridades policiais e do Poder Judiciário e adotará todas as medidas necessárias para proteger a honra, a imagem e os direitos de seus representados, inclusive diante da divulgação de informações inexatas, incompletas ou apresentadas sem o devido contraditório”, completou a nota.

Quem é Maria Amélia

Maria Amélia é confeiteira e próxima da deputada federal Bia Kicis (PL-DF), que é pré-candidata ao Senado, e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

Ela é a responsável pela produção de doces para as festas da família Bolsonaro. A confeiteira fez bolos personalizados durante o período em que Bolsonaro cumpria prisão domiciliar, incluindo encomendas para o Dia dos Pais e para o aniversário de 15 anos de Laura Bolsonaro, filha caçula do ex-presidente.