Peptídeos prometem mais colágeno e menos inflamação, mas valem a pena?

Moléculas já estudadas pela ciência, os peptídeos ganham espaço em estratégias de saúde, estética e performance

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Moça com creme no rosto
1 de 1 Moça com creme no rosto - Foto: Reprodução/Shutterstock

Eles estão cada vez mais presentes no universo do bem-estar e podem marcar uma nova fase do cuidado com a saúde. Os peptídeos surgem como uma das principais tendências do movimento wellness, com promessas que vão da melhora da composição corporal à longevidade.

A quem não conhece, tratam-se de pequenas cadeias de aminoácidos, estruturas menores que as proteínas, que funcionam como mensageiros biológicos no organismo.

Eles enviam sinais para que o corpo execute funções específicas, como produção de colágeno, reparo muscular, regulação hormonal e controle de processos inflamatórios. Por essa ação direcionada, essas moléculas têm despertado interesse crescente na medicina preventiva e personalizada.

  • Por que eles viraram tendência?

O aumento da popularidade dos peptídeos acompanha o crescimento global do mercado de longevidade e wellness. A busca por intervenções mais específicas, que atuem em processos biológicos pontuais, impulsionou a investigação dessas substâncias. Além disso, o avanço da biotecnologia permitiu o desenvolvimento de moléculas com aplicações mais direcionadas.

  • Para que servem, na prática?

Dependendo do tipo, os peptídeos podem ter diferentes funções no organismo. Alguns são estudados por favorecer a recuperação muscular e a performance física. Outros estão relacionados à saúde da pele e à produção de colágeno, contribuindo para envelhecimento saudável. Há ainda moléculas investigadas por sua atuação no metabolismo, no controle do apetite e na composição corporal.

Também existem peptídeos associados à melhora do sono, modulação da inflamação e suporte à saúde metabólica, o que explica o interesse crescente no contexto do wellness.

  • Nem tudo é consenso

Apesar do entusiasmo, muitos peptídeos ainda estão em fase de pesquisa. Nem todas as aplicações divulgadas possuem evidências robustas em humanos, e a regulamentação varia entre países. Por isso, o uso indiscriminado, especialmente fora de acompanhamento profissional, pode trazer riscos.

  • O que isso significa?

Os peptídeos representam uma nova fronteira do cuidado com a saúde, alinhada ao conceito de medicina mais personalizada. Ainda assim, eles não substituem os pilares clássicos do bem-estar. Alimentação equilibrada, atividade física regular, sono adequado e manejo do estresse continuam sendo as estratégias mais consistentes para saúde e longevidade.

Juliana Andrade(*) Juliana Andrade é nutricionista formada pela UnB e pós-graduada em Nutrição Clínica Funcional. Escreve sobre alimentação, saúde e estilo de vida

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