Conheça um ingrediente inusitado e que promete uma pele mais saudável
O ativo é capaz de estimular o organismo a gerar colágeno e elastina, duas proteínas que proporcionam uma aparência firme e macia. Entenda!

As máscaras de LED podem fazer muito por nossa pele. Os cubos de gelo, por sua vez, estão bombando nas redes sociais devido ao poder de amenizar os poros, esculpir o rosto e dar um brilho incrível. As algas marinhas são super-hidratantes e viraram queridinhas de famosas gringas, como Chrissy Teigen. Essas três dicas você já leu na coluna Claudia Meireles. Mas o burburinho mais recente parte de um ingrediente que talvez você não tenha tanto conhecimento. Tratam-se dos peptídeos. Calma, a gente explica melhor!
O termo o qual estamos nos referindo é um ativo que precisa entrar urgentemente na sua rotina de cuidados com a cútis. De acordo com a Vogue britânica, os peptídeos são cadeias curtas de aminoácidos e blocos de construção das proteínas (como o colágeno, a elastina e a queratina, responsáveis pela textura, tônus, elasticidade e firmeza), essenciais para o funcionamento e o aspecto da pele. “Os peptídeos ocorrem naturalmente no corpo, e existem centenas deles, todos feitos de diferentes combinações de aminoácidos”, explicou a dermatologista Mary Sommerlad à revista.

Segundo a médica, quando o ativo é aplicado topicamente, ele atua como agente de mensagem para a cútis, levando-a a entrar no modo de rejuvenescimento. Logo, ele é capaz de estimular o organismo a gerar colágeno e elastina, duas proteínas muito importantes na manutenção da pele, pois proporcionam uma aparência firme e macia. “À medida que envelhecemos, a quantidade de colágeno e elastina produzida pelo corpo diminui gradualmente”, afirmou Sommerlad. Logo, a aplicação consistente do ingrediente na cútis pode ajudar a estimular a produção a uma taxa mais elevada do que antes.
Entenda como funciona
Existem vários tipos de peptídeos que geram efeitos positivos na derme. Em geral, são divididos em quatro grupos: sinal, portador, inibidor de enzima e neurotransmissor. Lembrando que muitos produtos disponíveis no mercado combinam os tipos do ativo em uma fórmula única.
“Os peptídeos de sinal estimulam o corpo a gerar mais colágeno e elastina; os transportadores podem ajudar na cicatrização de feridas; os inibidores de enzimas são comercializados como redutores da degradação do colágeno; e os neurotransmissores são comercializados para suavizar a aparência de linhas e rugas”, explicou a dermatologista, que acredita que os peptídeos de sinal e transportadores podem fazer a região parecer mais firme e com uma textura mais lisa e auxiliar na cicatrização de feridas, respectivamente.

Contudo, Mary Sommerlad ressaltou que não há evidências suficientes de que inibidores de enzimas e peptídeos neurotransmissores sejam eficazes. Portanto, ela sugere procurar formulações que contenham os citados anteriormente.
O exemplo que melhor ilustra o peptídeo transportador (cicatrização) é o cobre, enquanto os peptídeos de sinalização incluem carnosina e N-acetil-carnosina, muitos palmitoyl tripeptídeos e também a maioria dos tetrapeptídeos e hexapeptídeos. Para encontrar esses ingredientes, vale examinar os rótulos dos produtos.
Vale a pena experimentar?
De acordo com a Vogue, pesquisas atuais apontam que alguns peptídeos (portadores e sinalizadores) podem deixar a cútis mais forte, reparar a superfície, melhorar a firmeza e a elasticidade, clarear e suavizar o aspecto áspero e as rugas. No entanto, esses dados não são suficientes para todos os grupos de peptídeos para provar que eles definitivamente valem a pena. “Os peptídeos sozinhos provavelmente não abordarão de forma abrangente um problema de pele, mas em combinação com outros ingredientes eficazes eles podem ajudar a dar à pele uma aparência mais lisa”, destacou a médica.
Para Sommerlad, o uso do ativo por conta própria tem um risco muito baixo de irritação, mas é recomendado estar ciente dos outros ingredientes com os quais eles são conciliados. É o caso de um ingrediente antioxidante, como a niacinamida, ou um umectante, como o ácido hialurônico. É improvável que irrite e seja adequado para todos os tons de pele. Porém, quando somados a ativos que têm uma tendência a irritar a pele, como AHA e retinol, a fórmula pode não ser adequada para dermes sensíveis ou reativas.

Como e quando usar?
Segundo as recomendações da dermatologista, um soro de peptídeo pode ser aplicado na pele após a limpeza e antes de hidratar. “Se você estiver obtendo sua correção de peptídeo por meio de um hidratante, certifique-se de que o soro antes dele (se você estiver usando um), não contém um ingrediente ativo potencialmente agravante se sua pele for reativa”, alertou a especialista.
Para Mary Sommerlad, dentre os produtos disponíveis no mercado, vale escolher os sem enxágue, como soros e hidratantes, para que haja tempo para os ativos agirem na cútis. “Eu também sugeriria entender primeiro as suas necessidades de cuidados com a pele e, em seguida, procurar uma formulação que combine peptídeos com ingredientes conhecidos por serem benéficos para a preocupação com a pele”, comentou a profissional. “Por exemplo, se você quiser uma pele que pareça mais firme, procure por peptídeos de sinal além do ácido hialurônico”, acrescentou.
Veja algumas opções oferecidas no mercado brasileiro:
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