Nutricionista revela 4 sementes para incluir na alimentação
Algumas sementes podem ser potências nutricionais. Ricas em fibras e proteínas, elas podem ser aliadas da saúde
atualizado
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As sementes estão entre as maneiras mais práticas e eficientes de adicionar nutrientes essenciais à rotina alimentar. Por concentrarem os componentes necessários para dar origem a uma nova planta, elas acabam sendo naturalmente ricas em energia, fibras, gorduras boas e compostos bioativos.
Quando consumidas com regularidade, ajudam a melhorar o equilíbrio nutricional do dia a dia. Além disso, são extremamente versáteis e podem ser incluídas em quase todas as refeições — do café da manhã ao jantar.

Danielle Luz Gonçalves, coordenadora do curso de Nutrição do Centro Universitário UNICEPLAC explica que apesar de a grande variedade disponível, algumas sementes se destacam não apenas pelo valor nutricional, mas pelo impacto funcional comprovado na saúde quando inseridas de forma regular na alimentação. Elas concentram fibras, gorduras de boa qualidade, vitaminas, minerais e compostos bioativos capazes de modular processos inflamatórios, metabólicos e intestinais.
- A chia é uma das sementes mais completas do ponto de vista funcional. Rica em fibras solúveis, ômega-3 e antioxidantes, contribui para a melhoria do trânsito intestinal, promove saciedade e auxilia no controle da glicemia e do colesterol, com benefícios diretos à saúde cardiovascular.
- A linhaça, tanto na versão dourada quanto marrom, é uma das principais fontes vegetais de ômega-3 (ALA) e lignanas, substâncias com reconhecida ação antioxidante e anti-inflamatória. Seu consumo regular está associado à melhora da saúde intestinal, ao equilíbrio hormonal e à redução do colesterol LDL, sendo especialmente interessante em estratégias de prevenção cardiometabólica.
- A semente de abóbora destaca-se pelo alto teor de minerais como zinco, magnésio e ferro, além de gorduras insaturadas. Esses nutrientes desempenham papel importante na imunidade, na saúde da próstata, na regulação do estresse metabólico e na qualidade do sono.
- Já a semente de girassol é uma excelente fonte de vitamina E, selênio e gorduras monoinsaturadas, nutrientes com forte ação antioxidante. Seu consumo contribui para a proteção das células contra o estresse oxidativo, favorece a saúde cardiovascular e auxilia na manutenção da saúde da pele.
“De forma geral, a inclusão dessas sementes na rotina alimentar representa uma estratégia simples e acessível para enriquecer a dieta com nutrientes essenciais e promover efeitos positivos duradouros na saúde metabólica e intestinal”, comenta a profissional.
A nutricionista ainda destaca que embora sejam alimentos naturais e altamente nutritivos, as sementes devem ser consumidas com moderação e estratégia, respeitando as particularidades de cada organismo. De forma geral, a recomendação segura e eficaz é o consumo de 1 a 2 colheres de sopa por dia, podendo ser de um único tipo ou em combinação entre diferentes sementes. Essa quantidade já é suficiente para promover benefícios metabólicos sem sobrecarregar o sistema digestivo.
“Para pessoas com intestino preso, as sementes são excelentes aliadas, desde que associadas a uma ingestão adequada de líquidos. As fibras presentes aumentam o volume fecal e estimulam o peristaltismo intestinal, mas, sem hidratação adequada, podem ter o efeito oposto e intensificar o desconforto”, reforça.
Em casos de gastrite, refluxo ou sensibilidade gástrica, o ideal é introduzir as sementes de forma gradual, em pequenas quantidades, preferindo versões hidratadas ou trituradas. O consumo excessivo ou em horários próximos ao sono pode agravar sintomas, especialmente em pessoas mais sensíveis.














