Gel ou barra de proteína: o que é melhor para dar energia no Carnaval?
Escolher bem o que comer durante o bloco de Carnaval pode ajudar na disposição; confira qual é melhor entre gel e barra de proteína
atualizado
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Entre um bloquinho e outro, o corpo também sente o ritmo intenso do Carnaval. Sol forte, horas em pé, consumo de álcool e refeições improvisadas formam o cenário perfeito para desidratação, queda de energia e mal-estar. Por isso, escolher bem o que comer durante a folia não é apenas uma questão de estética ou dieta, mas de resistência, disposição e saúde.
O nutricionista Thyago Nishino destaca que alimentos leves, ricos em água, proteínas e carboidratos de fácil digestão ajudam a manter o pique sem pesar no estômago — e ainda podem evitar aquela ressaca que começa antes mesmo do fim do desfile.

Para aqueles que preferem apostar em géis de carboidratos ou barrinhas de proteína e tem dúvidas de qual seria o mais adequado para essa ocasião, o especialista reforça: depende do contexto. “Os géis de carboidrato fazem mais sentido em situações de gasto energético contínuo e intenso, por exemplo, quem vai passar muitas horas andando, dançando, sob sol forte, sem pausa para comer. Eles são rapidamente absorvidos e ajudam a evitar queda de energia.”
As barrinhas de proteína, por sua vez, não são a melhor escolha nesse cenário. “A digestão da proteína é mais lenta e, no calor, isso pode gerar peso no estômago e até náusea. Elas funcionam melhor como lanche estruturado antes ou depois da festa, não durante o bloquinho”, salienta.
Simples bem feito
Na prática, o que mais funciona é o simples e natural, comenta Thyago. “Frutas como banana, melancia, uva ou laranja são excelentes; fornecem carboidrato rápido, água e minerais, ajudando também na hidratação.”
Thyago comenta que os géis podem ser úteis, tomando cautela: são concentrados e, no calor, podem causar desconforto gastrointestinal em quem não está habituado.
Fugir de ultraprocessados
Em meio à tentação dos ultraprocessados e dos “comes e bebes” de rua, saber o que priorizar no prato (ou no isopor) pode fazer toda a diferença para curtir o bloquinho até o último acorde.

“O álcool já prejudica a hidratação e irrita o trato gastrointestinal. Quando combinado com produtos muito concentrados em açúcar ou proteína, como géis e barrinhas, o risco de desconforto abdominal, refluxo e náusea aumenta”, explica.
Além disso, o nutricionista comenta que muitos desses produtos exigem ingestão adequada de água, algo que nem sempre acontece no bloquinho. “Minha orientação: priorize comida de verdade, hidrate-se constantemente e, se for usar algum produto industrializado, que seja pontual, em pequena quantidade e sempre acompanhado de água.”














