Descubra se cervejas saudáveis e “fit” funcionam e ajudam a emagrecer

Low carb, sem glúten e até com PANCs, as brejas estão cada vez mais diversas

atualizado 28/04/2022 15:21

Divulgação/Godofredo

A cerveja costuma ser taxada como o “terror” do emagrecimento. Na tentativa de “limpar” a reputação da breja gelada, a indústria tem adaptado o processo de fabricação dessa bebida, lançando novas variações a fim de conquistar o público que preza por saúde e emagrecimento. A ideia faz sentido, uma vez que o Brasil se destaca no consumo em comparação com outros países.

Fabricantes lançaram mão de propostas como as cervas low carb, que prometem ter apenas 79 calorias e 80% menos carboidratos que as versões tradicionais por unidade.

Há, ainda, a versão zero álcool, que dobrou de vendas no período entre 2019 e 2021, totalizando cerca de 260 milhões de litros comercializados, segundo levantamento do Sindicato Nacional da Indústria e Cerveja (Sindicerv).

Como boa parte do valor calórico da bebida é oriunda do álcool, as versões zero e sem álcool tem crescido significativamente e não, elas não são a mesma coisa, já que a versão sem álcool não ultrapassa em 0,5% em nível alcoólico no volume da bebida, enquanto na zero álcool os níveis não podem passar de 0,05% da substância.

Se não houver exagero, a cerveja pode ser considerada melhor que um suco industrializado ou refrigerante.

Copo de cerveja e taça de vinho
Consumo de bebida é excessivo no Brasil

No caso da opção low carb, a ideia é manter o teor de álcool, mas diminuir o de carboidratos, atraindo principalmente o público fitness.

Outra alternativa que visa o público fit é PANC Beer, com plantas alimentícias não incluídas na formulação. Por fim, há também a cerveja sem glúten, ideal para celíacos.

Independentemente do tipo que você optar, o bom senso continua valendo. Beba com moderação. Lembre-se que dá para fazer uma ingestão consciente e se manter como uma pessoa saudável.

Em questões dos limites recomendados saudáveis, isso varia de indivíduo para indivíduo. Para ter uma diretriz, baseie-se na recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e também do Instituto Nacional de Abuso do Álcool e Alcoolismo Americano: uma dose por dia para mulheres e no máximo duas para homens.

Não se esqueça que, ao ingerir bebidas alcóolicas, além do valor calórico podemos contar com os efeitos deletérios do álcool. Opte sempre pela qualidade da alimentação, ainda que estejamos falando desse tipo de bebida.

(*) Thaiz Brito é nutricionista pós-graduanda em Nutrição Esportiva Clínica

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