Jejum intermitente promove perda de peso mais rápida? Estudo contesta

Pesquisa com adultos obesos mostrou que dietas tradicionais com restrição calórica são tão eficazes quanto passar longos períodos sem comer

atualizado 22/04/2022 17:30

prato com garfos e comidas em forma de relógioGetty Images

Um novo estudo feito na Southern Medical University, da China, traz evidências de que o jejum intermitente não leva à perda de peso mais rápida quando comparado às dietas tradicionais de restrição calórica.

A estratégia, que preconiza longos períodos sem comer, é seguida por celebridades como Deborah Secco, Glória Maria, Mayra Cardi, Jennifer Aniston e Nicole Kidman. E, dentro de suas vantagens, estaria justamente a perda de peso rápida.

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Publicada na revista científica New England Journal of Medicine, nessa quinta-feira (21/4), a pesquisa foi realizada com 139 pessoas obesas. Os participantes foram divididos em dois grupos: o primeiro podia comer apenas entre às 8h e às 16h e o segundo estava liberado para se alimentar a qualquer momento.

Ambos os grupos seguiram um plano alimentar com restrição de calorias ao longo de um ano. Os homens deveriam consumir entre 1.500 a 1.800 calorias por dia e as mulheres de 1.200 a 1.500 calorias, cerca de 25% menos calorias do que a ingestão diária indicada em dietas tradicionais.

Ao final do estudo, os que seguiram o jejum intermitente haviam perdido, em média, 8 quilos, e os que fizeram apenas a restrição calórica perderam, em média, 6,3 quilos. A diferença, entretanto, não foi considerada significativa pelos pesquisadores e não foram observadas alterações significativas em relação à circunferência da cintura, gordura corporal ou massa magra entre os participantes dos dois grupos.

Segundo os pesquisadores, os resultados mostram que a restrição de calórica é a principal responsável pela perda de peso e não as limitações relacionadas aos horários. “Não houve diferença significativa entre os dois grupos na mudança de peso”, avaliaram os pesquisadores no artigo.

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