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Saúde

Magros com barriguinha correm risco de desenvolver doenças cardíacas

Afirmação é de pesquisadores da Unesp, em São Paulo, que avaliaram homens saudáveis de 18 a 30 anos, que possuíam gordura abdominal

03/02/2019 05:12, atualizado 03/02/2019 10:22
Ingo Rösler, Getty Images
Magros com barriguinha correm risco de desenvolver doenças cardíacas

Estudo publicado recentemente por pesquisadores da Universidade Estadual Paulista (Unesp) na revista ‘Scientific Reports’ faz um alerta importante a pessoas magras que possuem uma “leve barriguinha”. Ainda que localizada, a gordura no abdômen aumenta os riscos de desenvolver doenças cardíacas e metabólicas.

No artigo, os cientistas apresentam um novo padrão de avaliação de risco, baseado somente na relação entre a cintura e a estatura. A pesquisa investigou homens de 18 a 30 anos que se consideravam fisicamente ativos, não tinham sobrepeso e nem histórico de doenças metabólicas (como diabetes) ou cardiovasculares.

A novidade é mostrar que a relação entre a medida da cintura e a altura de um indivíduo é, por si só, um indicador de risco, sem que o paciente necessariamente tenha sobrepeso.

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Para se calcular o índice de risco, os pesquisadores dividiram o tamanho da circunferência da cintura pela altura da pessoa. A medida da cintura foi tomada na região da última costela. Considerava-se saudável, até então, o indivíduo que apresentasse resultados de até 0,5. Mas o estudo demonstrou que indicadores entre 0,45 e 0,5 já podem ser classificados como arriscados.

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O grupo da Unesp analisou 52 homens com índice de massa corporal (IMC) entre 20 e 25, isto é, dentro da faixa de normalidade. Todos diziam fazer atividade física com regularidade, porém, sem intensidade — por exemplo, um jogo de futebol no fim de semana.