Açúcar, mel e adoçantes: mitos e diferenças que você precisa saber
Nutricionista Cibele Santos explica o que muda entre açúcar mascavo, demerara, mel e adoçantes — e derruba mitos comuns sobre o consumo
atualizado
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A discussão sobre qual é o “melhor” adoçante — açúcar mascavo, demerara, mel ou versões artificiais — ganha força entre quem busca cuidar da alimentação. Mas, segundo a nutricionista Cibele Santos, muitos dos argumentos repetidos nas redes sociais são baseados em mitos, não em fatos.
Cibele explica que cada tipo de adoçante apresenta características próprias, do impacto na glicose ao sabor, além da quantidade necessária para adoçar. Por isso, entender essas diferenças é essencial para fazer escolhas mais conscientes, especialmente para quem controla calorias ou precisa cuidar da saúde metabólica.
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O que realmente muda entre mel, açúcares e adoçantes
Naturais x artificiais
A nutricionista destaca que opções naturais, como mel, açúcar mascavo e xarope de agave, parecem mais saudáveis, mas ainda fornecem calorias e podem elevar a glicemia. Já os adoçantes artificiais, como aspartame e sucralose, têm zero calorias, mas seguem em debate científico sobre seus efeitos a longo prazo.

Diferenças sensoriais e nutricionais
Segundo Cibele, esses produtos também variam em três fatores importantes:
- Sabor — o mel, por exemplo, tem um gosto mais profundo do que o açúcar refinado;
- Poder adoçante — alguns adoçantes adoçam muito mais que o açúcar, permitindo o uso de porções menores;
- Impacto glicêmico — cada tipo interfere de maneira diferente na glicose do sangue.

Mitos que confundem o consumidor
“Adoçantes não engordam”
Apesar de não terem calorias, Cibele alerta que adoçantes podem aumentar a vontade de comer doces, o que leva muitas pessoas a compensarem em outras refeições.
“Todos os adoçantes são iguais”
Para a nutricionista, esse é um dos maiores equívocos: cada adoçante possui perfil de sabor e efeitos distintos no organismo, o que influencia tanto no paladar quanto na resposta metabólica.
Como fazer melhores escolhas no dia a dia
Cibele recomenda experimentar alternativas naturais como a stevia, um adoçante vegetal com baixo impacto calórico; ler rótulos para identificar aditivos e ingredientes ultrapassados; e até substituir o açúcar em receitas usando purê de frutas, como banana, para adoçar de forma mais equilibrada e nutritiva.
Para a nutricionista, a chave não está em demonizar ou idolatrar nenhum adoçante, mas em prestar atenção ao que se consome. Escolher bem o que adoça suas refeições pode manter o sabor doce no prato sem comprometer a saúde a longo prazo.














