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Vida & Estilo

Muro "anticuriosos": construção inusitada repercute no mundo inteiro

A construção do muro que forma barreira em prédio em MG viralizou e alcançou repercussão internacional; confira o debate

20/04/2026 07:58
Google Maps/Reprodução
Muro "anticuriosos" em MG viraliza e levanta debate sobre privacidade

Uma imensa barreira arquitetônica no interior de Minas Gerais tornou-se o centro de um debate internacional sobre os limites da privacidade urbana. O caso viralizou após uma publicação argentina no X alcançar mais de 4,7 milhões de visualizações, descrevendo a estrutura como a “solução definitiva” para quem deseja evitar olhares de vizinhos em prédios altos.

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O conflito por trás da obra

Embora tenha ganhado fama digital recentemente, o muro localizado na cidade de Passos foi construído em 2001. O arquiteto responsável pelo projeto, Ivan Vasconcelos, revelou em vídeo nas redes sociais que a obra foi uma resposta desesperada de um cliente que viu a tranquilidade de sua recém-adquirida residência ameaçada pela construção de um edifício vizinho.

Antes de optar pela barreira, o proprietário da casa tentou três negociações distintas para preservar sua intimidade:

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  1. Permuta: ofereceu um terreno no centro da cidade em troca do lote vizinho.

  2. Adaptação: propôs custear estruturas metálicas nas varandas do prédio.

  3. Aquisição: tentou comprar todos os apartamentos cujas janelas seriam voltadas para o seu quintal.

Assista ao vídeo:

Diante da recusa em todos os acordos, a solução foi técnica. Vasconcelos projetou uma parede de 13 metros de altura por seis de comprimento, utilizando materiais de alta qualidade e reforço estrutural para garantir a segurança.

“Projetamos o melhor muro possível, com 13 metros de altura por seis de comprimento, com segurança estrutural e usando materiais de boa qualidade”, afirmou Vasconcelos.

O caso de Passos ilustra o choque comum no crescimento das cidades, onde o avanço da verticalização colide com o desejo de isolamento dos moradores de casas horizontais. Para o arquiteto, a obra não foi apenas estética, mas um recurso de engenharia para devolver ao cliente o conforto que ele acreditava ter perdido.