Este mineral ajuda a reduzir a ansiedade e a aliviar a tensão muscular
Segundo a endocrinologista Tassiane Alvarenga, o mineral participa da regulação neuromuscular e do funcionamento do sistema nervoso
atualizado
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Embora não exista um único mineral que seja “o mais eficaz” para tratar problemas de saúde, o magnésio é frequentemente associado à redução da ansiedade e ao alívio da tensão muscular, conforme afirma a endocrinologista Tassiane Alvarenga.
“Ansiedade e tensão muscular têm múltiplas causas, hormonais, neurológicas, comportamentais… Mas, na prática clínica, o magnésio é o mineral que mais aparece associado a esses sintomas, principalmente quando existe ingestão inadequada ou deficiência, o que não é raro”, explica a profissional ao Metrópoles.
Segundo Tassiane, o mineral participa diretamente da regulação neuromuscular e do funcionamento do sistema nervoso. “Faz sentido que níveis baixos estejam relacionados à irritabilidade, pior qualidade do sono e maior tensão muscular.”
Como o mineral atua no organismo
A endocrinologista diz que o magnésio atua em vários pontos ao mesmo tempo. Ele modula receptores no sistema nervoso central, favorecendo a ação do GABA (neurotransmissor com efeito calmante) e reduz a excitabilidade neuronal, ou seja, ajuda o sistema nervoso a não ficar em estado de “hiperativação”.
“Além disso, tem um papel direto na contração e relaxamento muscular, o que explica a relação com câimbras, tensão e desconforto muscular. Outro ponto relevante é a participação dele no eixo do estresse: o eixo hipotálamo-hipófise-adrenal. Quando o magnésio está adequado, essa resposta ao estresse tende a ser mais equilibrada”, esclarece Alvarenga.

Doses recomendadas e cuidados
Segundo Tassiane, as recomendações diárias giram em torno de 310 a 320 mg por dia para mulheres e 400 a 420 mg por dia para homens.
“Quando eu indico suplementação, geralmente trabalhamos com doses entre 200 e 400 mg por dia, mas isso sempre depende do contexto clínico”, orienta a endocrinologista da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia Regional São Paulo (SBEM-SP).
A profissional ainda lista alguns cuidados importantes. Entre eles, destacam-se:
- Doses mais altas podem causar diarreia, principalmente dependendo da forma do magnésio.
- Pacientes com doença renal precisam de atenção especial, pelo risco de acúmulo.
- Existe interação com alguns medicamentos, como antibióticos e diuréticos.
- A forma do magnésio importa. Glicinato e citrato, por exemplo, costumam ter melhor absorção e tolerabilidade do que o óxido.
- Apesar de ser um mineral bastante seguro, a suplementação não deve ser feita de forma indiscriminada.












