Marcas de azeite são recolhidas por fraude; entenda os riscos à saúde
Ingerir azeites de má procedência pode aumentar a ingestão de gorduras inflamatórias, prejudiciais ao sistema cardiovascular
atualizado
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Nessa quarta-feira (12/11), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) determinou o recolhimento dos lotes de quatro marcas de azeite de oliva. A pasta informou que os produtos Royal, Godio, La Vitta e Santa Lucia são fraudados e impróprios para consumo.
Foram identificados óleos vegetais de outras espécies na composição, o que é caracterizado como fraude, por meio de amostras coletadas e analisadas pelos Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária (LFDA).

Mas quais os riscos à saúde de ingerir esse tipo de produto? Há vários. “Essa adulteração não somente diminui o valor nutricional do azeite, como também pode aumentar a ingestão de gorduras inflamatórias, prejudiciais ao sistema cardiovascular”, alerta a nutricionosta do Metrópoles, Juliana Andrade.
De acordo com a expert formada pela Universidade e Brasília (UnB), a oxidação de óleos mal armazenados ou de baixa qualidade pode gerar ainda radicais livres, causando até o envelhecimento celular e elevando o risco de doenças metabólicas.
Ela, então, ensina no que ficar de olho ao comprar azeite no supermercado. Anote as dicas!
- O consumidor deve observar o rótulo, priorizar produtos 100% extra virgens, armazenados em garrafas escuras e com selo de certificação de origem.
- Outro sinal de autenticidade está no sabor: o verdadeiro azeite extra virgem é levemente picante e amargo, resultado dos compostos fenólicos antioxidantes.
- Em tempos de fraudes alimentares, a regra é clara: vale mais investir em qualidade comprovada do que se deixar enganar por promoções tentadoras.














