O coração é o órgão mais importante do corpo humano. Ele trabalha sem descanso para garantir que oxigênio e nutrientes cheguem a todas as partes do organismo — o tempo todo. Por isso, manter a saúde cardíaca em dia é fundamental para uma vida longa e de qualidade.
Entre os fatores que ajudam a preservar a saúde do coração, a alimentação exerce papel essencial. Segundo o cardiologista Roberto Yano, os alimentos que fazem parte da rotina — tanto da despensa quanto da geladeira — têm o poder de diminuir ou aumentar o risco de doenças cardiovasculares.
Veja quais alimentos podem “ameaçar” a saúde do coração
Entre os itens que mais preocupam os especialistas, estão os alimentos ricos em gorduras saturadas — ou seja, aqueles que contêm altas quantidades de gordura sólida à temperatura ambiente.
4 imagens
1 de 4
Alimentos ultraprocessados
Getty Images
2 de 4
Esses alimentos prejudicam a saúde por conter ingredientes danosos, como corantes, conservantes e aromatizantes
A_namenko/Getty Images
3 de 4
Doces e refrigerantes são alguns exemplos de alimentos ultraprocessados com muito açúcar
Happy_lark/Getty Images
4 de 4
Alimentos ultraprocessados podem ser considerados viciantes
Getty Images
De acordo com o médico, os principais vilões da saúde cardíaca que deveriam ser eliminados da dieta são os embutidos (como salsicha e linguiça), as frituras e os produtos ultraprocessados, como salgadinhos industrializados e fast food. “Esses itens combinam gordura saturada, sódio e aditivos químicos, ampliando o impacto negativo sobre o sistema cardiovascular”, explica Roberto Yano.
Os riscos no prato
Ainda que pequenas quantidades possam ser toleradas ocasionalmente, o consumo regular e em excesso desses alimentos favorecem o aumento do colesterol LDL. De acordo com o especialista, o “colesterol ruim”, como é popularmente conhecido, contribui para o desenvolvimento de doenças graves.
Entre as ameaças para o sistema cardiovascular, o expert alerta sobre um perigo silencioso. “As gorduras saturadas aumentam o colesterol LDL, que se deposita nas paredes das artérias, formando placas e reduzindo o fluxo sanguíneo. Esse processo, chamado aterosclerose, eleva o risco de infarto e AVC“, avalia o cardiologista.
12 imagens
1 de 12
De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), doenças cardiovasculares são algumas das principais causas de mortes no Brasil. Segundo a instituição, a maioria dos óbitos poderiam ser evitados ou postergados com cuidados preventivos e medidas terapêuticas
Peter Dazeley/ Getty Images
2 de 12
Para a SBC, a prevenção e o tratamento adequado dos fatores de risco e das doenças do coração podem ser o suficientes para reverter quadros graves. Para isso, é necessário saber identificar os principais sintomas de problemas cardiovasculares e tratá-los, caso apresente algum deles
bymuratdeniz/ Getty Images
3 de 12
Dentre as doenças cardiovasculares que mais fazem vítimas fatais, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) se destaca. Ele é causado devido à presença de placas de gordura que entopem os vasos sanguíneos cerebrais. Entre os sintomas estão: dificuldade para falar, tontura, dificuldade para engolir, fraqueza de um lado do corpo, entre outros
KATERYNA KON/SCIENCE PHOTO LIBRARY/ Getty Images
4 de 12
Imagem ilustrativa de pessoa com dor no peito
katleho Seisa/Getty Images
5 de 12
A cardiomiopatia é outra grave doença que acomete o coração. A enfermidade, que deixa o músculo cardíaco inflamado e inchado, pode enfraquecer o coração a ponto de ser necessário realizar transplante. Entre os sintomas da doença estão: fraqueza frequente, inchaços e fadiga
SolStock/ Getty Images
6 de 12
O infarto do miocárdio acontece quando o fluxo sanguíneo no músculo miocárdio é interrompido por longo período. A ausência do sangue na região pode causar sérios problemas e até a morte do tecido. Obesidade, cigarro, colesterol alto e tendência genética podem causar a doença. Entre os sintomas estão: dor no peito que dura 20 minutos, formigamento no braço, queimação no peito, etc.
KATERYNA KON/SCIENCE PHOTO LIBRARY/ Getty Images
7 de 12
Uma das doenças do coração mais comuns, e grave é a insuficiência cardíaca. Ela é caracterizada pela incapacidade do coração de bombear o sangue para o organismo. A enfermidade provoca fadiga, dificuldade para respirar, fraqueza, etc. Entre as principais causas da enfermidade estão: infecções, diabetes, hábitos não saudáveis, etc.
bymuratdeniz/ Getty Images
8 de 12
A doença arterial periférica, assim como a maioria das doenças do coração, é provocada pela formação de placas de gordura e outras substâncias nas artérias que levam o sangue para membros inferiores do corpo, como pés e pernas. Colesterol alto e tabagismo contribuem para o problema. Entre os sintomas estão: feridas que não cicatrizam, disfunção erétil e inchaços no corpo
manusapon kasosod/ Getty Images
9 de 12
Causada por bactérias, fungos ou vírus de outras partes do corpo que migram para o coração e infeccionam o endocárdio, a endocardite é uma doença que pode causar calafrios, febre e fadigas. O tratamento da doença dependerá do quadro do paciente e, algumas vezes, a cirurgia pode ser indicada
FG Trade/ Getty Images
10 de 12
Causada devido à inflamação de outros músculos cárdicos, a miocardite pode causar enfraquecimento do coração, frequência cardíaca anormal e morte súbita. Dores no peito, falta de ar e batimentos cardíacos anormais são alguns dos principais sintomas
Peter Dazeley/ Getty Images
11 de 12
Além dos sintomas comuns de cada uma das doenças cardiovasculares, cansaço excessivo sem motivo aparente, enjoo ou perda do apetite, dificuldade em respirar, inchaços, calafrio, tonturas, desmaio, taquicardia e tosse persistente podem ser sinais de problemas no coração
Peter Dazeley/ Getty Images
12 de 12
Segundo a cartilha de Diretriz de Prevenção Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), apesar de alguns casos específicos, é possível prevenir problemas no coração mantendo bons hábitos alimentares, praticando exercícios físicos e cuidando da mente
andresr/ Getty Images
Roberto garante que a ingestão contínua de alimentos com esse perfil pode contribuir também para o ganho de peso, bem como o desenvolvimento da obesidade, resistência à insulina e dislipidemias, ou seja, alterações nos níveis de gordura no sangue.
A boa notícia é que, com ajustes simples no cardápio, é possível proteger o coração. Roberto Yano destaca a importância de uma dieta rica em fibras, alimentos naturais e gorduras boas — como as presentes em azeite de oliva, abacate, castanhas e sementes. “A substituição dos alimentos prejudiciais por opções saudáveis é essencial para manter o equilíbrio cardiovascular”, reforça o especialista.