Nova diretriz da SBC estabelece limites mais rígidos para colesterol

Novas metas passam a orientar prevenção e tratamento do colesterol, com mudanças para pessoas de baixo e alto risco cardiovascular

atualizado

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Ilustração mostra veia entupida por colesterol ruim - Metrópoles
1 de 1 Ilustração mostra veia entupida por colesterol ruim - Metrópoles - Foto: Unsplash

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) divulgou uma atualização de suas diretrizes sobre colesterol e prevenção de doenças cardiovasculares. As novas regras tornam as metas mais rígidas, incluem a categoria de risco extremo e recomendam a dosagem da lipoproteína(a), conhecida como Lp(a), pela primeira vez.

O colesterol elevado é um dos principais fatores de risco para a aterosclerose, doença caracterizada pelo acúmulo de gordura nas artérias, que pode levar a infartos e acidentes vasculares cerebrais. A preocupação é ainda maior, porque, segundo especialistas, muitas pessoas não conseguem atingir níveis adequados de controle.

Categoria de risco extremo e novos exames

De acordo com as novas metas, indivíduos de baixo risco cardiovascular devem manter o LDL abaixo de 115 mg/dL. Já para quem apresenta risco extremo — pacientes com eventos recorrentes, progressão acelerada da aterosclerose ou condições graves associadas —, o limite passa a ser de 40 mg/dL.

“A grande novidade é a criação da categoria de risco cardiovascular extremo. Esses pacientes demandam acompanhamento contínuo, metas ainda mais rígidas e início precoce de terapia combinada”, explica a cardiologista Nara Kobbaz, da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Outro ponto inédito é a recomendação de medir ao menos uma vez na vida a lipoproteína(a). O exame é importante, porque esse marcador tem forte influência genética e pode reclassificar o risco do paciente, mesmo em quem não apresenta fatores tradicionais.

Tratamento e prevenção

As novas diretrizes também indicam que, diante da dificuldade de muitos pacientes em alcançar os níveis ideais apenas com um medicamento, combinações como estatinas associadas à ezetimiba devem ser consideradas desde o início em casos de maior risco. “Essa estratégia proporciona maior impacto na redução do LDL e na prevenção de infarto e AVC em comparação à monoterapia”, destaca Kobbaz.

Para o médico nutrólogo Durval Ribas Filho, presidente da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), é importante destacar que o colesterol, apesar da fama de vilão, tem funções vitais no organismo.

“Ele compõe estruturas de células, participa da produção de hormônios e auxilia na digestão de gorduras. O problema surge quando seus níveis estão desequilibrados, aumentando o risco de doenças cardiovasculares”, esclarece.

Segundo Ribas, o desafio é justamente esse desequilíbrio, já que o colesterol alto é silencioso e não apresenta sintomas aparentes. Por isso, o exame de sangue é indispensável. “Esse teste deve fazer parte do check-up de rotina, pois, quanto mais cedo se identifica uma alteração, maiores são as chances de controlar a condição de forma eficaz”, orienta.

Com as novas recomendações, a expectativa da SBC é ampliar a prevenção, reduzir a mortalidade e melhorar o controle do colesterol no país, fortalecendo o enfrentamento às doenças cardiovasculares, que seguem como líderes de mortes no Brasil e no mundo.

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