Lipoaspiração íntima: cresce a busca por cirurgia no monte pubiano
Mulheres procuram cirurgiões plásticos para reduzir gordura localizada e flacidez na região genital em busca de conforto e autoestima

Mulheres de diversas faixas etárias estão impulsionando o crescimento da lipoaspiração íntima nos consultórios de cirurgia plástica em todo o Brasil para reduzir o volume do monte pubiano, a região localizada logo acima da vulva.
Há um aumento na procura por cirurgias íntimas no geral, e um dos motivos é o desconforto estético, e algumas vezes anatômico, causado pelo acúmulo de gordura ou excesso de pele, que se tornam evidentes em roupas justas ou de banho.
O procedimento é realizado por meio de técnicas cirúrgicas de aspiração da gordura localizada e, quando necessário, associação com tecnologias de estímulo de colágeno, garantindo uma abordagem personalizada para a harmonização do contorno corporal.
Entenda
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Foco no monte pubiano: a lipoaspiração íntima atua diretamente na área acima da vulva, eliminando o tecido adiposo proeminente que causa desconforto estético e físico.
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Quebra de tabus: o tema deixou de ser um assunto restrito e passou a integrar as conversas regulares sobre saúde, autocuidado e liberdade feminina.
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Abordagem combinada: casos que apresentam flacidez além da gordura exigem tratamentos integrados, como a remoção de pele ou o uso de tecnologias de firmeza.
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Tratamentos diversos: o mercado de estética íntima expandiu-se também para a reposição de volume nos grandes lábios utilizando gordura da própria paciente.
Segundo o cirurgião plástico Leandro Faustino, membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP) e da International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS), muitas pacientes inicialmente não sabiam identificar a origem do incômodo estético e funcional. Ele acredita ainda que a tendência se relaciona a consolidação do bem-estar e da qualidade de vida como prioridades médicas.
“A facilidade de acesso à informação médica de qualidade permitiu que as mulheres compreendessem que as alterações no monte pubiano causadas por oscilações de peso, envelhecimento ou fatores genéticos possuem correção segura e eficaz”, explica Leandro.

Além da própria lipoaspiração, técnicas complementares ganharam força para oferecer resultados mais naturais. A técnica de enxertia com gordura autóloga — retirada de outra parte do corpo da própria paciente — passou a ser amplamente utilizada para devolver o volume perdido nos grandes lábios vaginais, rejuvenescendo a região de forma integrada com o novo contorno do monte pubiano.

Para o especialista, o maior ganho desse cenário não reside apenas na sofisticação dos aparelhos médicos, mas na liberdade com que as mulheres gerenciam seus corpos. “O entendimento de que não é necessário conviver com incômodos íntimos silenciosos transformou a cirurgia plástica em uma ferramenta de emancipação e conforto cotidiano”, explica.
A tendência aponta para um crescimento contínuo desses procedimentos à medida que o diálogo sobre a anatomia feminina se torna ainda mais naturalizado. Ao alinhar expectativas realistas com diagnósticos precisos, a cirurgia do contorno íntimo passa a fazer parte dos cuidados com a saúde integral e a autoestima da mulher moderna.

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