Exposição de Sergio Camargo recebe 2.500 alunos da rede pública do DF
Iniciativa do Metrópoles garantiu transporte, lanche e imersão cultural gratuita para alunos de diversas regiões do Distrito Federal
atualizado
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A educação rompeu as paredes das salas de aula e ganhou as formas geométricas de um dos maiores escultores do Brasil. Em uma iniciativa de democratização do acesso à cultura, mais de 2.500 alunos da rede pública de ensino do Distrito Federal visitaram a exposição É Pau, é Pedra…, de Sergio Camargo, no Teatro Nacional Claudio Santoro. O projeto ofereceu uma experiência completa, unindo logística e aprendizado prático para crianças e jovens de diversas regiões administrativas e do Plano Piloto.
Transparência – Projeto É Pau, É Pedra – Sergio Camargo
Entenda a iniciativa em 4 pontos:
- Acesso integral: o projeto viabilizou não apenas os ingressos, mas também o transporte e o lanche para todos os estudantes.
- Alcance regional: alunos de regiões como Planaltina, Samambaia, Santa Maria, Gama e Riacho Fundo II participaram da imersão.
- Legado artístico: a mostra apresenta obras inéditas e icônicas de Sergio Camargo, um mestre do construtivismo e do trabalho com mármore e madeira.
- Educação viva: professores destacaram o valor pedagógico da visita, conectando conceitos de geometria, história da arte e percepção espacial.
Uma jornada pelo mármore e pela madeira
Para muitos dos jovens visitantes, a chegada ao foyer da Sala Villa-Lobos representou o primeiro contato direto com uma exposição de arte contemporânea de nível internacional. A mostra É Pau, é Pedra…, que celebra a trajetória de Sergio Camargo, permitiu que os estudantes saíssem da teoria dos livros para a observação tátil e visual de peças que desafiam a gravidade e o olhar.
A logística, coordenada pelo Metrópoles, foi pensada para eliminar barreiras. “Nossa ideia foi trazer mais cultura para os jovens do DF e dar a oportunidade deles verem ao vivo o que aprendem em sala de aula e, às vezes, não tem a oportunidade de ver na prática”, afirma Nicole Meyer, produtora do Metrópoles.
Desde o embarque nos ônibus escolares até a pausa para o lanche, cada detalhe foi planejado para que o foco fosse exclusivamente o repertório cultural.
“Nós fizemos questão de trazer jovens de várias partes do DF para que a cultura chegasse a todos. Fornecemos ônibus para buscá-los nas escolas, lanche para cada aluno e monitores para explicar a exposição”, ressalta a produtora.
O olhar de quem aprende
Pelos corredores do Teatro Nacional, o que se viu foi o brilho nos olhos e o questionamento constante. Escolas de comunidades distantes do Plano Piloto, como as de Santa Maria e Planaltina, trouxeram turmas que puderam debater sobre luz, sombra e os volumes das esculturas de Camargo.
Os professores que acompanharam as turmas reforçaram que a experiência extraclasse é fundamental para a formação cidadã. Segundo o corpo docente, a oportunidade de visitar o Teatro Nacional — um ícone da arquitetura de Oscar Niemeyer — somada à exposição de um artista tão relevante, cria memórias afetivas que estimulam o interesse pelo saber e pelas artes.
“Trouxemos mais de 2.500 alunos de diversas idades e regiões, que muitas vezes não têm a oportunidade de fazer tantos passeios escolares culturais. Além disso, o ambiente do foyer do Teatro Nacional é um lugar icônico que marca muito”, resume Nicole.
Impacto em todo o DF
A iniciativa não se restringiu a um grupo isolado. Durante o período da exposição, o projeto recebeu de forma rotativa instituições da Candangolândia, Gama e diversas outras regiões, provando que a distância geográfica não deve ser um impedimento para a fruição artística.
Ao final de cada visita, o saldo foi muito além de fotos e selfies: os alunos levaram consigo novas perspectivas sobre o que é arte e a certeza de que os espaços culturais de Brasília pertencem a todos eles.
“É muito bonito ver as crianças conectando o que aprendem na escola — como geometria, arte, luz e sombra — com a exposição do Sergio Camargo. Ficamos muito felizes em alcançar tantas crianças, ver a alegria delas no passeio e a gratidão de professores e coordenadores”, conclui a produtora do Metrópoles.
Exposição É Pau, É Pedra…
A exposição É Pau, É Pedra… do escultor Sergio Camargo, reafirma o compromisso do Metrópoles com a difusão e valorização da cultura brasileira em suas múltiplas expressões.
Ao ocupar um espaço de alta relevância simbólica e arquitetônica, a mostra amplia o diálogo entre arte contemporânea, memória cultural e vida urbana, consolidando o veículo como um agente ativo na promoção de experiências culturais na capital federal.
A exposição conta com o patrocínio dos Cartões Caixa e Visa Infinite, além do apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

























































