Coloproctologista revela o que comer (e evitar) para proteger o cólon
Especialista explica como fibras, hidratação e escolhas alimentares podem influenciar a saúde intestinal

Da mesma forma que se alimentar bem pode contribuir para o bom funcionamento do intestino, consumir alimentos pouco saudáveis em excesso resulta no cenário contrário, causando inflamações na região.

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Ver todasA coloproctologista Aline Amaro explicou ao Metrópoles que os grandes aliados do cólon continuam sendo os alimentos ricos em fibras, como frutas, verduras, legumes, feijões, aveia e grãos integrais. “Para a saúde do intestino como um todo, esse padrão ajuda no trânsito intestinal e também se associa a menor risco de câncer colorretal.”
“Além disso, há boa evidência de que grãos integrais, fibras, laticínios e cálcio têm papel protetor nessa prevenção”, exemplifica a médica.

Como a alimentação influencia a constipação, inflamações e doenças mais graves?
A médica comenta que na constipação, a dieta interfere diretamente. Isso porque, pouca fibra e pouca água favorecem fezes mais ressecadas, evacuação difícil e mais esforço para evacuar. “Já o consumo adequado de fibra, junto com hidratação, costuma deixar as fezes mais macias e mais fáceis de eliminar.”
Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles Vida & EstiloJá nas doenças inflamatórias intestinais, a alimentação também importa, embora ela não substitua o tratamento médico. “A orientação mais aceita hoje é uma dieta de padrão mediterrâneo, rica em frutas, vegetais, gorduras boas, carboidratos complexos e proteínas magras. A própria American Gastroenterological Associaton recomenda esse padrão e observa que uma dieta com menos carne vermelha e processada pode ajudar, especialmente em retocolite ulcerativa.”
Há alimentos que devem ser evitados ou consumidos com moderação?
Aline orienta a moderação de embutidos e carnes processadas, como salsicha, linguiça, bacon e presunto, além de excesso de carne vermelha e álcool. “Também vale reduzir ultraprocessados, fast-food e alimentos com pouca ou nenhuma fibra”, acrescenta.
“Os erros mais comuns que eu vejo são: comer pouca fibra, beber pouca água, basear a rotina em ultraprocessados e achar que qualquer probiótico ou suplemento vai resolver sozinho”, exemplifica.
A médica reforça que alguns recursos naturais têm evidência, como kiwi, ameixa seca e psyllium, mas nem todo probiótico funciona da mesma forma, e nem todo suplemento tem benefício comprovado.

















