Carne moída: os 3 cortes mais saudáveis para incluir na dieta
Os melhores cortes para carne moída são os mais magros, com maior teor proteico e menor gordura saturada, afirma médica nutróloga
atualizado
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Muitas receitas levam carne moída na preparação. Entre os diferentes cortes, existem alguns que são mais indicados do ponto de vista nutricional. É o que explica a médica nutróloga Marcella Garcez, mestre em Ciências da Saúde pela Escola de Medicina da PUCPR.
Os melhores cortes para preparar carne moída
- Patinho: corte magro, rico em proteína e com baixo teor de gordura. Estudos mostram teor de gordura em torno de aproximadamente 3 a 4% quando moído sob demanda, sendo uma das opções mais leves.
- Coxão mole: bom equilíbrio entre proteína, ferro e gordura moderada, permitindo preparo com sabor e menor densidade calórica.
- Acém magro ou alcatra: possuem um pouco mais de gordura, mas ainda adequados; podem melhorar a palatabilidade sem excesso lipídico quando combinados com cortes mais magros.
“Do ponto de vista nutricional, os melhores cortes para carne moída são os mais magros, com maior teor proteico e menor gordura saturada. Carnes bovinas consideradas magras são aquelas com menos de 10 g de gordura por 100 g, mantendo bom aporte de proteína, ferro e vitaminas do complexo B”, explica a profissional ao Metrópoles.
Teor ideal de gordura na carne moída?
De acordo com a nutróloga Marcella, o equilíbrio entre saúde e palatabilidade costuma ficar entre 10% e 20% de gordura. Essa faixa mantém suculência sem elevar excessivamente a gordura saturada.
- 90–95% magra (5–10% gordura): mais saudável, porém mais seca
- 85–90% magra (10–15% gordura): melhor equilíbrio nutricional e sensorial
- 80–85% magra (15–20% gordura): mais sabor, maior densidade calórica
“Diretrizes clínicas também recomendam priorizar carnes moídas com pelo menos 90% de teor magro para reduzir a ingestão de gordura saturada e o risco cardiometabólico, especialmente em dietas voltadas ao controle de peso ou dos níveis de lipídios”, ressalta a médica.
Diferença nutricional entre cortes mais baratos e mais nobres
Segundo a profissional, a diferença nutricional entre cortes mais baratos e mais nobres é menor do que se imagina.
“O principal fator que muda o perfil de nutrientes da carne moída é o percentual de gordura e fibras de colágeno, que compõem tendões e fáscias, que tendem a deixar a carne menos macia e homogênea, não o fato de o corte ser nobre ou barato”, explica.
Cortes nobres, como o filé mignon, tendem a ser mais macios, mas não necessariamente mais saudáveis. Já cortes mais econômicos, como acém e coxão duro, podem ter composição semelhante quando moídos e com gordura controlada.
O valor nutricional final depende da relação carne magra: gordura, não do preço do corte.
Marcella Garcez


























