Após sobreviverem a 2 cânceres cada um, homem e mulher se apaixonam
Casal se conheceu adolescente e se reencontrou em evento beneficente de combate ao câncer. Ambos sobreviveram a dois diagnósticos

Na Inglaterra, uma mulher que sobreviveu ao câncer duas vezes encontrou o amor ao conhecer outro sobrevivente que também enfrentou dois diagnósticos. Liv Shaw e Sam se conheceram ainda adolescentes e começaram a namorar após um reencontro na vida adulta. Hoje estão casados e participam de ações de arrecadações para instituições de combate ao câncer — o mesmo contexto que permitiu o reencontro do casal.

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Ver todasEncontro predestinado
Liv foi diagnosticada com osteossarcoma, um tipo de tumor ósseo, aos 14 anos. O segundo nódulo foi identificado aos 23 anos, após ela fraturar uma costela, o que a levou a passar por uma série de cirurgias. Agora, aos 29, Liv concluiu a quimioterapia e recebeu uma prótese depois de passar por uma amputação acima do joelho.

A trajetória da jovem é explicada pelo histórico genético. Ela foi submetida a testes genéticos, que identificaram a síndrome Li-Fraumeni (LFS), condição rara que aumenta o risco de câncer.
“Mantenho uma atitude positiva e tento manter as coisas o mais ‘normais’ possível. Mas eu só tenho vinte e poucos anos e já passei por dois tipos diferentes de câncer”, disse a um portal internacional.
Embora seja parte de trigêmeos concebidos por fertilização in vitro (FIV), a jovem, que é gerente de operações, foi a única a testar positivo para a síndrome. A hipótese é que a condição tenha sido herdada do doador ou seja fruto de uma mutação genética. Sabendo disso, uma das decisões de Liv foi remover os seios para reduzir o risco de tumores na mama.
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Amor que transborda
Sam, por sua vez, também sobreviveu a dois cânceres. “Sam consegue encontrar risos a qualquer momento e sempre sabe como me animar e me apoiar”, comentou a mulher ao descrever o marido como seu “porto seguro”. Os dois se casaram recentemente em Las Vegas, nos Estados Unidos.
Agora, eles têm incentivado o financiamento de um ensaio clínico que testará um medicamento para pessoas com a síndrome de Li-Fraumeni.

“Não existe cura para a síndrome. Pessoas como eu precisam urgentemente de mais métodos, e menos invasivos, para ajudar a reduzir o risco de câncer. É por isso que pesquisas como o estudo MILI, um ensaio clínico, são tão vitais — juntamente com as doações que as tornam possíveis”, destacou Liv.
Por último, a jovem afirmou que, embora às vezes sinta-se frustrada, escolhe não ficar questionando a vida. “Usar minha voz para fazer uma diferença positiva me dá força, e saber que pode haver uma perspectiva melhor para pessoas como eu com a Síndrome de Li-Fraumeni me motiva”, concluiu.


