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Saúde

OMS alerta que novos casos de câncer podem quase duplicar até 2050

Entidade afirma que número de novos casos de câncer pode chegar a 35 milhões por ano. Atualmente, são previstos 20,6 novos casos

08/07/2026 13:21
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PansLaos/Gettyimages
Imagem de microscópio mostra um câncer de pele não melanoma - Metrópoles

Em um artigo publicado nesta quarta (8/7), a Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou que, sem ação urgente, os novos casos de câncer devem chegar a 35 milhões por ano até 2050. Atualmente, são previstos 20,6 milhões de novos diagnósticos por ano.

Para reverter a tendência, a entidade alerta que será necessário investir em tratamento, além de apostar na prevenção do câncer, o que envolve comprometimento político, controle de tabaco e programas de vacinação.

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“Enquanto 87% das mulheres com câncer de mama sobrevivem cinco anos após o diagnóstico em países de alta renda, apenas cerca de 42% o fazem em países de baixa renda. Menos de um em cada três países inclui atualmente o tratamento do câncer em seus pacotes de cobertura universal de saúde”, lamenta a OMS.

A organização lembra ainda que, além de ter um impacto forte na saúde, o câncer é um dos desafios financeiros e sociais mais fortes para famílias. Pelo menos 45% dos lares que têm um paciente apresentam dificuldade financeira, pelo menos metade têm problemas de saúde mental e praticametne todos os cuidadores abdicam da vida social e trabalham sem receber por isso.

O relatório da OMS aponta que o câncer de pulmão ainda é o que mais mata no mundo. Pelo menos quatro em cada 10 casos de câncer poderiam ser prevenidos — infecções por HPV, hepatite B e C, H. pylori, abuso de álcool, uso de tabaco, índice de massa corporal alta e sedentarismo estão entre os fatores de risco modificáveis.

A entidade lista recomendações essenciais para reverter o cenário:

  • Integrar o câncer na rede universal de cuidados de saúde;
  • Investir em capital humano para prevenir e controlar o câncer;
  • Alinhar inovação e pesquisa com necessidades de saúde pública;
  • Garantir acesso igualitário a avanços no tratamento;
  • Aumentar a proteção social;
  • Colocar pessoas experientes no centro do sistema de tratamento.