Aos 82 anos, recordista do Guinness prova que pular corda não tem idade

Ex-atriz de Hollywood e pioneira negra no cinema, recordista Annie Judis usa o esporte para superar o luto e motivar milhares de seguidores

atualizado

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@judis.annie/Instagram/Reprodução
Aos 82 anos, recordista do Guinness prova que pular corda não tem idade
1 de 1 Aos 82 anos, recordista do Guinness prova que pular corda não tem idade - Foto: @judis.annie/Instagram/Reprodução

A rotina de Annie Judis começa cedo em sua residência em Beverly Hills, mas não de forma convencional para alguém de sua idade. Trajada com figurinos vibrantes e sob luzes de estúdio, a norte-americana de 82 anos transforma sua cozinha em um palco digital.

Ali, diante de quase 200 mil seguidores no Instagram, ela pula corda ininterruptamente, provando que o fôlego e a vitalidade podem desafiar o tempo.

De acordo com o Guinness World Records, Judis consolidou-se como a competidora mais velha do mundo na modalidade de salto com corda (feminino). O título foi oficializado após sua participação no Southern California Open 2024, realizado em abril de 2024, quando ela tinha 80 anos e 156 dias.

Contudo, para a atleta, os números no papel são apenas um detalhe diante da transformação pessoal que a atividade proporcionou.

Do estrelato à corda

A desenvoltura diante das câmeras tem raízes profundas. Conforme reportado pelo The New York Times, Annie foi uma figura pioneira na indústria do entretenimento.

Sob o nome artístico Jean Bell, foi uma das primeiras mulheres negras a estampar páginas centrais de revistas de renome e atuou em produções icônicas, como o filme Caminhos Perigosos (1973), de Martin Scorsese, além de séries de TV clássicas.

A transição para o esporte ocorreu décadas depois, aos 74 anos, após se sentir entediada com a musculação tradicional. O que começou como uma dificuldade — ela mal conseguia pular por 30 segundos — tornou-se uma obsessão saudável.

Seu personal trainer, Demetri Theodore, admite que foi cético no início devido ao risco de lesões, mas Judis provou que a consistência poderia fortalecer seu corpo de forma surpreendente.

“A corda salvou minha vida”

Para Annie, pular corda transcende a estética ou o recorde. Durante os anos em que cuidou do marido, Gary, diagnosticado com demência, a atividade serviu como válvula de escape para o estresse. Após o falecimento dele em 2022, o exercício tornou-se sua principal ferramenta de enfrentamento ao luto.

“Aquela corda salvou minha vida”, declarou a recordista em entrevista ao jornal nova-iorquino.

Aos 82 anos, recordista do Guinness prova que pular corda não tem idade
Ela faz essa rotina quase todas as manhãs, cumprimentando seus 186 mil seguidores no Instagram

Impacto e legado

Além da performance física, Judis é descrita por treinadores da modalidade, como Roger Palmenberg, como uma embaixadora do esporte. Ela utiliza sua visibilidade para incentivar jovens e idosos a se manterem ativos, tendo inclusive escrito um livro infantil sobre o tema.

Seu estilo de vida combina disciplina e prazer: enquanto mantém treinos intensos que incluem pranchas e levantamento de peso, ela não abre mão de hambúrgueres e do convívio social.

Com uma energia que contagia as redes sociais, Annie Judis reforça que a plateia é essencial para sua motivação: para ela, um treino só é real quando é compartilhado e capaz de inspirar alguém a sair do sofá.

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