Alunos da rede pública do DF vivem imersão em mostra de Sergio Camargo. Veja vídeo

Alunos da Escola Classe 01 do SHI Sul aliam teoria e prática em imersão cultural na mostra É Pau, É Pedra, do artista Sergio Camargo

atualizado

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Pedro Iff/Metrópoles
Estudantes de escola pública do DF exploram a arte de Sergio Camargo
1 de 1 Estudantes de escola pública do DF exploram a arte de Sergio Camargo - Foto: Pedro Iff/Metrópoles

Cerca de 200 estudantes da Escola Classe 01 do SHI Sul (Lago Sul) trocaram as salas de aula pela experiência sensorial do Teatro Nacional Claudio Santoro. Nesta quinta-feira (12/3), crianças de 8 a 11 anos participaram de uma visita guiada à exposição É Pau, É Pedra…, que reúne obras icônicas de Sergio Camargo. A iniciativa do Metrópoles, que contou com suporte de transporte e alimentação, buscou democratizar o acesso à cultura para estudantes da rede pública de ensino.

Chegada ao Teatro Nacional Claudio Santoro

Entenda

  • Público-alvo: participaram cerca de 200 alunos do 2º ao 5º ano do ensino fundamental, abrangendo a faixa etária dos 8 aos 11 anos.
  • Proposta pedagógica: a visita visa conectar o conteúdo teórico de artes trabalhado em sala com a observação prática de formas, cores e materiais.
  • A experiência: para muitos estudantes, o passeio marcou o primeiro contato direto com as dependências internas do Teatro Nacional.
  • Acessibilidade: a parceria garantiu logística completa (ônibus e lanche), superando barreiras socioeconômicas de acesso ao lazer cultural.
Alunos se encantam com a exposição

A ponte entre a teoria e o real

Segundo Priscila Noronha, coordenadora pedagógica da unidade, a atividade extraclasse é um pilar essencial na formação dos estudantes. Para ela, a oportunidade é valiosa por atender crianças que, muitas vezes, não teriam acesso a esses espaços de forma particular.

“Em sala de aula abordamos muitos conhecimentos teóricos; quando associamos isso à parte prática, o aprendizado se torna mais sólido. Eles entendem que podem expressar sentimentos através da arte, seja no teatro ou nas artes plásticas”, afirmou Priscila.
Priscila Noronha, coordenadora pedagógica

Olhar infantil sobre a obra de Sergio Camargo

A recepção dos alunos à estética de Sergio Camargo — marcada pelo uso de madeira, mármore e a dualidade entre o preto e o branco — foi de entusiasmo e curiosidade. Lis Bella Sanfilippo, de 10 anos, destacou a harmonia entre as obras e a arquitetura do local.

“Ele tem muita imaginação. As obras combinaram muito com o teatro. É minha primeira vez aqui e achei incrível”, relatou a estudante, que planeja seguir carreira como atriz.

Lis Bela Sanfilippo, estudante

Já para Yasmim Amorim, de 9 anos, o diferencial foi a interatividade e a natureza dos materiais. “Achei legal porque as obras são de madeira e pedra, materiais naturais que dão vontade de mexer. É uma exposição que tem de tudo”, comentou.

Yasmin Amorim, estudante

Geometria e diversão

O impacto visual das peças geométricas também prendeu a atenção dos menores. Zion Pizanee, de 8 anos, avaliou a experiência com nota “99 de 0 a 100”. O aluno do 3º ano ficou impressionado com a escala das obras e a sobriedade das cores.

“Achei o xadrez ‘grandão’ muito grande. Gosto de preto e branco e essas cores estão em tudo, combinou muito com o teatro”, observou Zion, que ainda ressaltou o clima de confraternização durante o trajeto escolar até o teatro.
Zion Pizanee, estudante

A exposição segue aberta ao público, oferecendo um panorama lúdico e educativo sobre a produção de um dos maiores nomes da escultura brasileira, agora sob o olhar renovado das novas gerações de Brasília.

Contato com a arte

O professor Carlos Souza destacou a importância de aproximar crianças da arte ainda na escola. Segundo ele, o contato direto com as obras ajuda a ampliar o repertório cultural dos alunos e desperta curiosidade.

“Eu mesmo não conhecia a arte dele profundamente, mas trazer os estudantes para ver de perto mostrou o quanto essa experiência é rica para o aprendizado”, afirmou Carlos.

O educador também contou que um dos momentos mais marcantes foi quando os alunos começaram a compreender o significado de “É Pau, É Pedra”. Inicialmente, o nome causou estranhamento, mas a compreensão surgiu quando as crianças observaram os materiais utilizados.

Para o professor, esse tipo de atividade mostra que o aprendizado não acontece apenas dentro da sala de aula. “As saídas pedagógicas são momentos muito ricos, porque tiram os estudantes da rotina e mostram que educação também acontece em espaços culturais como exposições e museus”, disse.

Carlos Henrique, professor

Já a professora Francielle Costa relatou que a exposição do escultor Sergio Camargo chama a atenção justamente por apresentar esculturas abstratas que exploram efeitos de luz e sombra. Segundo ela, esse tipo de obra desperta a curiosidade das crianças e estimula a interpretação.

Durante a visita, um dos estudantes comentou que uma das esculturas lembrava ao mesmo tempo um bebê e um período gestacional, mostrando como a arte pode provocar diferentes leituras.

Para a educadora, o contato com esse tipo de produção artística também contribui para o aprendizado em sala de aula. “A experiência permite que os alunos conheçam outras formas de expressão além das pinturas mais tradicionais, ampliando a percepção sobre a arte e enriquecendo o repertório cultural dos estudantes.”

Francielle Vitor Costa, professora

Experiência marcante

A estudante Nicole Rodrigues, de 10 anos, contou que a visita à exposição foi uma experiência marcante. Foi a primeira vez que ela teve contato com esse tipo de obra.

“Foi muito interessante, uma aprendizagem que eu vou levar para a vida. Eu nunca tinha vindo aqui e vi muitas obras diferentes, então foi muito legal”, afirmou Nicole.

A aluna também disse que gostou especialmente de uma obra inspirada no tabuleiro de xadrez. Como ela pratica o jogo, a peça chamou ainda mais sua atenção. “Eu achei muito interessante porque eu jogo xadrez. É uma coisa que faz a gente pensar bastante e também é mais uma aprendizagem”, destacou.

Para a estudante, as esculturas são bonitas e conseguem contar histórias de formas diferentes.

Nicole de Souza Rodrigues, estudante

Abaixo, confira mais fotos das visitas:

Alunos aprendem sobre a vida e a trajetória de Sergio Camargo
Estudantes da rede pública de ensino exploram a mostra
Crianças observam as obras de arte da exposição
Crianças jogam xadrez
Foto em grupo dos alunos da Escola Classe 01 do SHI Sul
Rafaela da Silva, Maria Helena, Evellyn Bueno, Lívia Vitória e Larissa da Silva
Professoras fazem observações e ponderações para os alunos compreenderem as obras de Sergio Camargo
Interação com a obra de Sergio Camargo
A visita foi acompanhada pelos docentes da escola
A exposição vai até 13 de março
Estudantes apreciam as obras de Sergio Camargo
Estudantes posam para a foto
A exposição é uma iniciativa do Metrópoles
Estudantes interagem com a construção dos blocos geométricos

Exposição É Pau, É Pedra…

A mostra É Pau, É Pedra… é uma oportunidade rara de compreender a amplitude e a coerência da pesquisa de Sergio Camargo em solo brasiliense. Organizada em núcleos que facilitam a compreensão do público leigo, a exposição segue em cartaz até 13 de março no Foyer do Teatro Nacional Claudio Santoro.

O projeto reafirma o compromisso do Metrópoles com a difusão e valorização da cultura brasileira em suas múltiplas expressões. Ao ocupar um espaço de alta relevância simbólica e arquitetônica, a mostra amplia o diálogo entre arte contemporânea, memória cultural e vida urbana, consolidando o veículo como um agente ativo na promoção de experiências culturais na capital federal.

A exposição conta com o patrocínio dos Cartões Caixa e Visa Infinite, além do apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

Serviço

Exposição É Pau, é Pedra…, de Sergio Camargo, realizada pelo Metrópoles

Visitação de 10 de dezembro a 13 de março, no Foyer da Sala Villa-Lobos, no Teatro Nacional

De quarta-feira a segunda-feira, das 12h às 20h (terça-feira fechado para manutenção do Teatro)

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