Alopecia androgenética: caso da cantora Maiara levanta alerta

Relato da cantora Maiara amplia debate sobre diagnóstico precoce de alopecia, controle contínuo e impacto emocional da condição capilar

atualizado

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montagem colorida com fotos da cantora Maiara
1 de 1 montagem colorida com fotos da cantora Maiara - Foto: Instagram/Reprodução

O relato da cantora Maiara, da dupla Maiara e Maraísa, sobre a alopecia androgenética trouxe visibilidade a uma condição comum, progressiva e muitas vezes silenciosa entre as mulheres. Especialistas alertam que identificar os sinais precocemente e iniciar o tratamento adequado pode fazer diferença no controle da queda capilar e na preservação da autoestima.

Entenda

  • A alopecia androgenética feminina costuma evoluir de forma silenciosa;
  • Genética e sensibilidade hormonal explicam o avanço da condição;
  • O tratamento exige manutenção contínua, não soluções imediatas;
  • Fatores emocionais e hábitos podem agravar a percepção da queda.

Segundo a terapeuta capilar Letícia Figueiredo, os primeiros sinais da alopecia androgenética em mulheres nem sempre são evidentes. O quadro costuma começar com o alargamento da risca central, especialmente no topo da cabeça, além da perda gradual de densidade e do afinamento progressivo dos fios. “A mulher percebe o rabo de cavalo mais fino e o couro cabeludo aparecendo com mais facilidade sob a luz”, explica.

Alopecia, como a de Maiara, pode ter inúmeros fatores

Ao contrário do que muitos imaginam, a condição não está necessariamente ligada ao excesso de hormônios. Na maioria dos casos, trata-se de uma sensibilidade genética do folículo capilar aos andrógenos. Essa predisposição faz com que determinados folículos entrem, ao longo do tempo, em um processo de miniaturização: o ciclo do cabelo se encurta, o fio cresce menos, torna-se mais fino e frágil, reduzindo gradualmente a densidade capilar.

montagem colorida com fotos da cantora Maiara
Cantora sofre com alopecia androgenética desde a adolescência e faz tratamentos

Alguns momentos da vida feminina podem acelerar esse processo, como puberdade, uso ou troca de anticoncepcionais, gravidez, pós-parto, interrupções hormonais e menopausa.

“Essas fases não causam a alopecia sozinhas, mas funcionam como gatilhos de uma predisposição que já existia”, afirma Letícia. Por isso, é comum que mulheres com exames hormonais dentro da normalidade desenvolvam o quadro.

Em relação ao tratamento, a especialista reforça que a alopecia androgenética exige controle e manutenção contínuos.

Entre as abordagens com melhor evidência científica estão o uso de minoxidil tópico, terapias médicas com ação hormonal — sempre sob acompanhamento dermatológico —, laser de baixa intensidade, microagulhamento e o PRP (plasma rico em plaquetas), geralmente como terapias associadas.

Hábitos podem acelerar a queda capilar

Hábitos como alimentação inadequada, estresse intenso, sono de má qualidade e uso frequente de químicas não costumam ser a causa principal da alopecia androgenética, mas podem acelerar a queda ou piorar a percepção do problema.

“A paciente pode ter a alopecia e ainda desenvolver um eflúvio ou quebra capilar, o que faz o quadro parecer mais grave”, explica.

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Maiara resolveu fazer um desabafo durante um show em Teresina (PI)
Maiara, da dupla com Maraisa
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Maiara resolveu fazer um desabafo durante um show em Teresina (PI)
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Maiara resolveu fazer um desabafo durante um show em Teresina (PI)

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Maiara, da dupla com Maraisa
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Maiara, da dupla com Maraisa

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Maiara
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Maiara

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Além do tratamento técnico, o impacto emocional também merece atenção. Letícia destaca que o papel do terapeuta capilar vai além dos fios.

“É fundamental acolher, explicar que se trata de uma condição crônica e ajudar a paciente a recuperar o controle do processo, sem promessas irreais”, afirma.

Casos como o de Maiara, segundo ela, ajudam a dar visibilidade a uma vivência comum, porém muitas vezes enfrentada em silêncio por milhares de mulheres.

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