Especialista alerta: gravidez muda o cabelo e exige cuidados

Alterações hormonais afetam fios e couro cabeludo; especialista explica riscos e cuidados durante a gravidez e no pós-parto

atualizado

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Durante a gravidez, mudanças hormonais intensas podem transformar completamente o cabelo das mulheres. Enquanto algumas percebem fios mais cheios e brilhantes, outras enfrentam queda, ressecamento ou oleosidade excessiva. Segundo especialistas, essas alterações são esperadas, mas exigem atenção redobrada aos cuidados capilares ao longo da gestação e após o parto.

Entenda

  • Hormônios influenciam o cabelo: estrogênio altera o ciclo dos fios.
  • Mudanças variam entre mulheres: volume, oleosidade ou ressecamento podem surgir.
  • Química capilar pede cautela: nem todos os procedimentos são seguros.
  • Pós-parto tem queda temporária: efeito é comum e tende a regredir.

Segundo a hairstylist e terapeuta capilar Letícia Figueiredo, o estrogênio é o principal hormônio responsável pelas mudanças capilares durante a gravidez. Com níveis elevados, ele reduz a quantidade de fios que entram na fase de queda, o que faz o cabelo parecer mais volumoso, forte e brilhante nesse período.

Apesar disso, o efeito não ocorre da mesma forma para todas as gestantes. Alterações hormonais também afetam a pele e o couro cabeludo, provocando desde aumento da oleosidade na raiz até maior sensibilidade ou ressecamento no comprimento dos fios.

Essas condições podem intensificar a quebra e comprometer a saúde capilar. Quadros como anemia por deficiência de ferro e alterações na tireoide, relativamente comuns na gestação, também interferem diretamente no aspecto do cabelo.

grávida gravidez gestação
Durante a gravidez, o couro cabeludo tende a ficar mais reativo

Quando o assunto é química capilar, a orientação é cautela. Conforme explica Letícia, procedimentos como coloração e luzes costumam ser mais seguros quando feitos sem contato direto com o couro cabeludo e em ambientes bem ventilados.

Já alisamentos, progressivas, selagens e botox capilar com efeito de alinhamento não são recomendados durante a gestação, devido à exposição a substâncias com odor forte, fumaça e risco de irritação das vias respiratórias e do couro cabeludo. Em caso de dúvida, a especialista recomenda conversar com o obstetra e optar apenas por produtos regularizados.

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Isso dificulta a distribuição da oleosidade natural da raiz até as pontas
Os cachos variam do tipo 3A ao 3C. Já os crespos variam entre 4A e 4C
Hidratação e nutrição são essenciais
Cuidar corretamente dos utensílios que entram em contato com os fios garante um cabelo mais saudável e bonito
Os cachos podem ser mais frágeis que os cabelos lisos e ondulados
O cabelo cacheado tem forma de espiral ou "mola"
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Os cachos variam do tipo 3A ao 3C. Já os crespos variam entre 4A e 4C
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Hidratação e nutrição são essenciais
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Cuidar corretamente dos utensílios que entram em contato com os fios garante um cabelo mais saudável e bonito
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Cuidar corretamente dos utensílios que entram em contato com os fios garante um cabelo mais saudável e bonito

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Os cachos podem ser mais frágeis que os cabelos lisos e ondulados
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Os cachos podem ser mais frágeis que os cabelos lisos e ondulados

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Couro cabeludo “muda” na gravidez

O couro cabeludo também tende a ficar mais reativo nesse período. Segundo a especialista, em casos de oleosidade excessiva, medidas simples ajudam, como o uso de shampoo adequado, lavagem regular e preferência por água fria.

“Produtos pesados aplicados na raiz e o hábito de abafar o couro cabeludo devem ser evitados. Já quadros de caspa, descamação ou sensibilidade não devem ser tratados com receitas caseiras agressivas. Coceira persistente, dor ou feridas exigem avaliação dermatológica, já que existem tratamentos seguros para gestantes.”

A alimentação é outro fator essencial para a saúde dos fios. Como o organismo prioriza o desenvolvimento do bebê, deficiências nutricionais podem se manifestar primeiro no cabelo, com afinamento e quebra. A suplementação só deve ser feita com orientação médica, pois o excesso de vitaminas também pode trazer prejuízos.

No pós-parto, é comum ocorrer a chamada queda capilar por “efeito rebote”. A redução do estrogênio faz com que muitos fios entrem ao mesmo tempo na fase de queda, geralmente entre dois e quatro meses após o nascimento do bebê. Segundo a especialista, reduzir a tração nos fios, evitar calor excessivo, manter uma rotina capilar suave e investigar possíveis alterações de ferro e tireoide ajudam a minimizar o impacto dessa fase, que costuma ser temporária.

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