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Estudo sugere que viver perto do mar pode aumentar a longevidade

Moradores da costa americana vivem, em média, um ano a mais. Porém, os mesmos benefícios não se aplicam a cidades ribeirinhas

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Casal heterossexual, brancos, em uma varanda com vista para o mar - Metrópoles.
1 de 1 Casal heterossexual, brancos, em uma varanda com vista para o mar - Metrópoles. - Foto: Robert Nicholas / Getty Images

Viver a poucos quilômetros da brisa do mar pode estar associado a uma expectativa de vida mais longa, segundo uma análise conduzida por pesquisadores da Universidade Estadual de Ohio, nos Estados Unidos, e publicada em maio no jornal Environmental Research. Morar perto de rios ou lagos — especialmente em áreas urbanas —, por outro lado, parece não trazer o mesmo benefício.

Os pesquisadores analisaram dados populacionais de 66.263 setores censitários dos EUA, comparando a expectativa de vida com a proximidade a corpos d’água.

O resultado indicou que pessoas que residem até aproximadamente 50 km da costa (oceano ou golfo) têm expectativa de vida média de 1 ano ou mais acima da média nacional de 79 anos. Em contrapartida, habitantes de áreas urbanas próximas a rios ou lagos com mais de 10 km² tendem a apresentar expectativa ligeiramente inferior — por volta de 78 anos.

Essa vantagem costeira pode estar relacionada a uma combinação de fatores: temperaturas mais amenas, qualidade do ar superior, maiores oportunidades de lazer, transporte mais eficiente, menor risco de seca e rendimentos mais elevados.

Por outro lado, ambientes urbanos junto a águas interiores enfrentam desafios como poluição, pobreza, escassez de áreas seguras para atividade física e maior risco de inundações.

A diferença mais marcante identificada foi a menor frequência de dias extremamente quentes nas regiões litorâneas em comparação às áreas urbanas próximas a lagos ou rios, amplificando os benefícios para quem vive junto ao mar.

Estudos anteriores já associavam a proximidade a “espaços azuis” a melhores indicadores de saúde, tais como maior atividade física, menor obesidade e melhor condição cardiovascular.

Os pesquisadores destacam que esta é a primeira avaliação sistemática e abrangente nos EUA sobre a relação entre tipos distintos de ambientes aquáticos e a longevidade, oferecendo uma visão mais crítica sobre a qualidade de vida associada a espaços costeiros versus interiores.

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