Estudo de Harvard indica que variar exercícios reduz risco de morte

Pesquisa acompanhou mais de 111 mil pessoas por décadas e encontrou associação entre diversidade de atividade física e menor mortalidade

atualizado

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Foto em plano médio mostra mulher praticando atividade física - Exercícios físicos não ajudam tanto na perda de peso, sugere estudo - Metrópoles
1 de 1 Foto em plano médio mostra mulher praticando atividade física - Exercícios físicos não ajudam tanto na perda de peso, sugere estudo - Metrópoles - Foto: Freepik

Variar os tipos de exercício ao longo da semana pode trazer benefícios importantes para a saúde e até reduzir o risco de morte precoce. É o que aponta um estudo conduzido pela Escola de Saúde Pública TH Chan de Harvard, nos Estados Unidos, que analisou dados de mais de 111 mil pessoas acompanhadas por cerca de 30 anos.

Os pesquisadores compararam rotinas de atividade física relatadas pelos participantes com registros de mortalidade ao longo do período.

O lavantamento mostrou que quem praticava uma maior variedade de exercícios apresentou risco de morte cerca de 19% menor do que aqueles que mantinham sempre o mesmo tipo de atividade, mesmo quando a quantidade total de exercício era parecida.

Os autores destacam no artigo publicado na revista BMJ Medicine em 20 de janeiro que “promover o envolvimento em diferentes tipos de atividade física, junto ao aumento do nível geral de exercícios, pode ajudar a reduzir o risco de morte prematura”. Ainda assim, eles ressaltam que o estudo aponta associação e não permite afirmar causa direta.

Variedade pode trazer mais ganhos

Uma possível explicação é que exercícios diferentes ativam músculos e sistemas do corpo de formas variadas, contribuindo para uma melhora mais completa da saúde.

Atividades analisadas incluíram desde natação e ciclismo até tarefas cotidianas como subir escadas ou cuidar do jardim, desde que realizadas com intensidade suficiente para movimentar o corpo.

O nutricionista Yang Hu, um dos autores, lembra que as pessoas costumam mudar suas preferências ao longo do tempo. “As pessoas naturalmente escolhem atividades diferentes conforme condições de saúde e preferências, e isso pode gerar benefícios adicionais”, disse em comunicado.

O estudo também observou que manter uma rotina ativa continua associado a maior longevidade. No entanto, há um ponto em que esse benefício parece se estabilizar. A partir de cerca de 20 horas semanais de exercício, não foram observadas reduções adicionais relevantes no risco de morte.

foto colorida de duas pessoas 65+ praticando exercício físico ao ar livre
Os exercícios físicos são a chave para a longevidade

Os pesquisadores lembram que parte dos dados foi baseada em informações relatadas pelos próprios participantes e que a amostra tinha predominância de profissionais de saúde brancos, o que pode limitar a generalização dos resultados.

Ainda assim, o trabalho reforça a ideia de que manter o corpo em movimento, e de formas diferentes, pode ser um aliado importante da saúde ao longo da vida.

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