Uganda confirma mais dois casos de Ebola e total sobe para 7

Novos pacientes são profissionais de saúde de Kampala; surto ligado ao Congo já soma centenas de casos suspeitos

atualizado

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Vírus ebola - Metrópoles
1 de 1 Vírus ebola - Metrópoles - Foto: Reprodução DW

Uganda confirmou mais dois casos de ebola nessa segunda-feira (25/5), elevando para sete o número total de infecções registradas no país desde o início do surto.

Segundo o Ministério da Saúde ugandês, os novos pacientes são profissionais de saúde que trabalham em uma unidade privada na capital Kampala. Ambos são cidadãos ugandeses e estão internados em uma unidade especializada para tratamento da doença.

As autoridades informaram que equipes de vigilância já iniciaram o rastreamento de pessoas que tiveram contato com os pacientes para tentar evitar novos contágios.

Surto preocupa autoridades

O avanço dos casos ocorre em meio ao surto da cepa Bundibugyo do vírus ebola na República Democrática do Congo, país que faz fronteira com Uganda e concentra o maior número de registros da doença.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o episódio como uma emergência de saúde pública de interesse internacional. Segundo o diretor-geral da entidade, Tedros Adhanom Ghebreyesus, já foram registrados mais de 900 casos suspeitos no atual surto, incluindo 101 confirmações laboratoriais.

Nos últimos dias, Uganda já havia confirmado outros três casos da doença.

O que é o ebola?

A doença pelo vírus ebola é uma zoonose e tem como reservatório mais provável os morcegos. Segundo o Ministério da Saúde, o vírus pode ser transmitido para humanos por contato com sangue, órgãos ou fluidos corporais de animais infectados, como chimpanzés, gorilas e morcegos.

Depois disso, a transmissão pode ocorrer entre pessoas por contato direto com fluidos corporais de pacientes infectados.

O ebola foi identificado pela primeira vez em 1976, após surtos registrados na região próxima ao Rio Ebola, entre o Sudão e a atual República Democrática do Congo.

A doença é considerada uma das mais graves da África subsaariana por causa da alta taxa de mortalidade e da dificuldade de contenção em alguns países da região.

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