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Saúde

Tomar bebida açucarada todo dia aumenta risco de câncer de estômago

Estudo analisou dados de 122.284 pessoas e descobriu que consumo diário de refrigerante, sucos e isotônicos aumenta chance de ter doença

18/08/2026 11:43, atualizado 18/08/2026 11:44
Getty Images
Foto colorida mostra tampas de latinhas de refrigerante - Metrópoles

Pesquisadores do hospital americano Mass General Brigham descobriram que consumir uma bebida adoçada com açúcar por dia pode aumentar o risco de desenvolver câncer de estômago. Depois de considerar outros fatores de risco, os cientistas perceberam que os participantes tinham 2,45 vezes mais chance de ter a doença.

Foram analisados dados de 112.284 participantes do Nurses’ Health Study e do Health Professionals Follow-up Study, e os resultados foram publicados na revista Gastro Hep Advances nessa segunda (17/8).

Os cientistas consideram bebidas adoçadas com açúcar os refrigerantes, limonadas industrializadas e isotônicos. Beber mais de uma dose por dia, entre as mulheres, resultou em um risco 3,04 vezes maior de desenvolver o câncer em comparação com voluntárias que raramente tomavam as bebidas.

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Ainda se sabe pouco sobre o câncer de estômago

Os estudos acompanharam os profissionais por várias décadas, recolhendo informações sobre dieta, estilo de vida e saúde. Entre os participantes, 278 desenvolveram câncer de estômago ao longo dos anos.

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Os pesquisadores norte-americanos consideraram também a infecção por H. pylori, que é a maior causadora de cânceres gástricos conhecida, em 940 pessoas. Mais de um terço dos voluntários tinha a bactéria, mas não foi encontrada relação entre ela e o consumo de bebidas adoçadas.

“O câncer gástrico é a quinta principal causa de morte por câncer em todo o mundo, mas sabe-se muito pouco sobre como a dieta pode contribuir para essa doença”, afirmam os autores do estudo.

Os pesquisadores afirmam que o estudo é observacional, ou seja, não relaciona diretamente o consumo das bebidas ao câncer. Pessoas que tomam mais opções adoçadas com açúcar também têm dietas diferenciadas, o que pode afetar os resultados.

A amostragem de participantes também é composta, predominantemente, de pessoas brancas, o que dificulta o entendimento em outros grupos étnicos. Ainda assim, os cientistas acreditam que os dados podem estimular novas pesquisas para confirmar os achados.