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Saúde

Regular açúcar na infância pode reduzir risco de Alzheimer, diz estudo

Pesquisa analisou dados de mais de 60 mil pessoas e encontrou menor risco de Alzheimer entre quem consumiu menos açúcar no início da vida

30/07/2026 14:45
Reprodução/ Canva
Na foto um punhado de açúcar em cima de uma superfície

Consumir menos açúcar durante os primeiros anos de vida pode estar associado a um menor risco de desenvolver Alzheimer e outras formas de demência décadas mais tarde. É o que sugere um estudo publicado em 22 de julho na revista npj Aging.

Os pesquisadores analisaram dados de mais de 60 mil pessoas e observaram que aqueles que tiveram menor exposição ao açúcar desde a gestação até os dois primeiros anos de vida apresentaram menor risco de doenças neurodegenerativas na velhice.

Segundo os autores, os resultados reforçam a importância da alimentação no início da vida para a saúde do cérebro ao longo do envelhecimento.


Por que é importante controlar o açúcar no sangue?

  • O excesso de açúcar no sangue pode causar sintomas como cansaço, sede intensa e visão embaçada.
  • Ficar com os níveis desregulados por muito tempo favorece o surgimento de problemas mais graves, como a diabetes.
  • Na diabetes tipo 2, o corpo até produz insulina, mas as células passam a não responder bem ao hormônio, o que faz com que a glicose se acumule no sangue em vez de ser usada como fonte de energia.
  • O alto índice de açúcar no sangue também pode aumentar o risco de complicações cardíacas, renais e oculares.

Registros antigos

Para investigar essa relação, os cientistas aproveitaram um episódio histórico ocorrido no Reino Unido. Durante a Segunda Guerra Mundial e nos anos seguintes, o açúcar era racionado no país. Mulheres grávidas tinham acesso limitado ao alimento e crianças menores de 2 anos não recebiam sua própria cota.

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A política terminou em setembro de 1953 e, pouco depois, o consumo de açúcar praticamente dobrou entre a população.

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Os pesquisadores analisaram registros de saúde de 60.394 pessoas nascidas entre 1951 e 1956 e cadastradas no UK Biobank. Os participantes foram divididos de acordo com a fase da vida em que estiveram expostos ao racionamento: durante a gestação, nos primeiros anos de vida ou em nenhuma dessas etapas.

O que os pesquisadores encontraram

Em comparação com quem não passou pelo período de restrição, as pessoas que consumiram menos açúcar nos primeiros mil dias após a concepção apresentaram risco 27% menor de desenvolver demência por qualquer causa. No caso especificamente da doença de Alzheimer, a redução foi ainda maior, chegando a 46%.

Os pesquisadores também observaram risco 20% menor de ansiedade e 11% menor de depressão. Já para a doença de Parkinson, não houve diferença entre os grupos.

Além dos registros de saúde, a equipe analisou exames de ressonância magnética de mais de 9 mil participantes. As imagens mostraram que quem passou pelo período de restrição de açúcar apresentava um cérebro que parecia, em média, cerca de 0,39 ano mais jovem do que o esperado para sua idade. Algumas regiões importantes para a memória, como o hipocampo e o tálamo, também eram maiores nesse grupo.

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Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista
Apesar de os sintomas serem mais comuns em pessoas com idade superior a 70 anos, não é incomum se manifestarem em jovens por volta dos 30. Aliás, quando essa manifestação “prematura” acontece, a condição passa a ser denominada Alzheimer precoce
Na fase inicial, uma pessoa com Alzheimer tende a ter alteração na memória e passa a esquecer de coisas simples, tais como: onde guardou as chaves, o que comeu no café da manhã, o nome de alguém ou até a estação do ano
Desorientação, dificuldade para lembrar do endereço onde mora ou o caminho para casa, dificuldades para tomar simples decisões, como planejar o que vai fazer ou comer, por exemplo, também são sinais da manifestação da doença
Além disso, perda da vontade de praticar tarefas rotineiras, mudança no comportamento (tornando a pessoa mais nervosa ou agressiva), e repetições são alguns dos sintomas mais comuns
Alzheimer é uma doença degenerativa causada pela morte de células cerebrais e que pode surgir décadas antes do aparecimento dos primeiros sintomas
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Alzheimer é uma doença degenerativa causada pela morte de células cerebrais e que pode surgir décadas antes do aparecimento dos primeiros sintomas

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Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista
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Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista

Andrew Brookes/ Getty Images
Apesar de os sintomas serem mais comuns em pessoas com idade superior a 70 anos, não é incomum se manifestarem em jovens por volta dos 30. Aliás, quando essa manifestação “prematura” acontece, a condição passa a ser denominada Alzheimer precoce
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Apesar de os sintomas serem mais comuns em pessoas com idade superior a 70 anos, não é incomum se manifestarem em jovens por volta dos 30. Aliás, quando essa manifestação “prematura” acontece, a condição passa a ser denominada Alzheimer precoce

Westend61/ Getty Images
Na fase inicial, uma pessoa com Alzheimer tende a ter alteração na memória e passa a esquecer de coisas simples, tais como: onde guardou as chaves, o que comeu no café da manhã, o nome de alguém ou até a estação do ano
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Na fase inicial, uma pessoa com Alzheimer tende a ter alteração na memória e passa a esquecer de coisas simples, tais como: onde guardou as chaves, o que comeu no café da manhã, o nome de alguém ou até a estação do ano

urbazon/ Getty Images
Desorientação, dificuldade para lembrar do endereço onde mora ou o caminho para casa, dificuldades para tomar simples decisões, como planejar o que vai fazer ou comer, por exemplo, também são sinais da manifestação da doença
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Desorientação, dificuldade para lembrar do endereço onde mora ou o caminho para casa, dificuldades para tomar simples decisões, como planejar o que vai fazer ou comer, por exemplo, também são sinais da manifestação da doença

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Além disso, perda da vontade de praticar tarefas rotineiras, mudança no comportamento (tornando a pessoa mais nervosa ou agressiva), e repetições são alguns dos sintomas mais comuns
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Além disso, perda da vontade de praticar tarefas rotineiras, mudança no comportamento (tornando a pessoa mais nervosa ou agressiva), e repetições são alguns dos sintomas mais comuns

Kobus Louw/ Getty Images
Segundo pesquisa realizada pela fundação Alzheimer’s Drugs Discovery Foundation (ADDF), a presença de proteínas danificadas (Amilóide e Tau), doenças vasculares, neuroinflamação, falha de energia neural e genética (APOE) podem estar relacionadas com o surgimento da doença
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Segundo pesquisa realizada pela fundação Alzheimer’s Drugs Discovery Foundation (ADDF), a presença de proteínas danificadas (Amilóide e Tau), doenças vasculares, neuroinflamação, falha de energia neural e genética (APOE) podem estar relacionadas com o surgimento da doença

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O tratamento do Alzheimer é feito com uso de medicamentos para diminuir os sintomas da doença, além de ser necessário realizar fisioterapia e estimulação cognitiva. A doença não tem cura e o cuidado deve ser feito até o fim da vida
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O tratamento do Alzheimer é feito com uso de medicamentos para diminuir os sintomas da doença, além de ser necessário realizar fisioterapia e estimulação cognitiva. A doença não tem cura e o cuidado deve ser feito até o fim da vida

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Mais estudos serão necessários

Apesar dos achados, os pesquisadores ressaltam que o estudo mostra apenas uma associação entre menor consumo de açúcar no início da vida e melhor saúde cerebral décadas depois. Isso significa que ainda não é possível afirmar que a redução do açúcar seja a causa direta da diminuição do risco de Alzheimer.

Segundo os autores, novas pesquisas com populações atuais e informações detalhadas sobre a alimentação na infância serão necessárias para confirmar se essa relação também ocorre fora do contexto do racionamento vivido no Reino Unido.