Testagem antes de voo ajuda a reduzir casos de Covid, mostra pesquisa
Pesquisa realizada com 10 mil passageiros que iam dos EUA para a Itália mostrou que testes evitam a circulação do vírus
atualizado
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Desde o início da pandemia, uma das dificuldades enfrentadas internacionalmente é como garantir o trânsito de pessoas entre países sem que o coronavírus (ou uma de suas variantes) embarque junto ao passageiro e se dissemine ainda mais. Várias opções vão sendo testadas nos maiores aeroportos do mundo: o uso de testes antecipados, ou feitos na hora do embarque, aferição de temperatura, uso obrigatório de máscara. Alguns países exigem quarentena de duas semanas dos turistas ao chegar no destino.
Apesar de não ser uma prática comum entre as companhias aéreas, o teste RT-PCR com antecedência de três dias pode ser uma forma de evitar a circulação do vírus. É o que indica um estudo da Mayo Clinic, do Departamento de Saúde Pública da Geórgia, nos Estados Unidos, e da Delta Air Lines.
Os pesquisadores analisaram os resultados de teste para Covid-19 de 9.853 passageiros que viajaram dos EUA para a Itália entre dezembro de 2020 e maio de 2021. Eles saíram do Aeroporto Internacional Hartsfield-Jackson de Atlanta (em Atlanta) ou do Aeroporto Internacional John F Kennedy (em Nova Iorque) para Roma, na Itália.
Os voluntários se submeteram a cinco opções de testes: RT-PCR 72 horas antes do voo e outro no aeroporto; RT-PCR 72 horas antes do voo e teste sanguíneo rápido no aeroporto; exame de sangue apenas no aeroporto; RT-PCR apenas no aeroporto; ou nenhum teste e quarentena de duas semanas no destino.
Segundo os pesquisadores, os resultados mostram que fazer um teste de RT-PCR até 72 horas antes do voo diminuiu o número de passageiros infectados para cerca de 0,05%, ou seja, a probabilidade é que uma em cada 2.000 pessoas teste positivo para o vírus da Covid-19. Dos quase 10.000 passageiros que realizaram o teste, quatro (0,04%) tiveram resultado positivo e, por isso, não foram autorizados a viajar.
Já entre as pessoas que decidiram não se testar e fazer a quarentena no destino, a porcentagem de infectados foi de 0,2%, ou uma a cada 500 pessoas. Os cientistas acreditam que a obrigatoriedade do teste antes do voo faz com que os passageiros adotem uma conduta mais segura nos dias anteriores à viagem, com uso de máscara e distanciamento social, já que não poderão embarcar se estiverem contaminados. O comportamento é diferente entre os que sabem que viajarão e terão de fazer a quarentena de toda forma.
Os autores explicam que uma das limitações do estudo é que foram incluídas pessoas com suspeita da doença e que decidiram não embarcar. O especialista em doenças infecciosas da Clínica Mayo, Aaron J. Tande, considera que os resultados foram positivos. Ele espera que a iniciativa faça parte do protocolo de segurança das companhias aéreas. “Não posso dizer que foi o cuidado da pessoas que tornou o número de testes positivos tão baixo, ou se o teste de 72 horas é muito bom. O resultado final que queremos é um voo mais seguro para as pessoas”, declarou Tande, ao jornal Daily Mail.
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