Som inaudível que aumenta estresse pode explicar atividade paranormal

Pesquisa mostra que infrassom, abaixo de 20 hertz (Hz), inaudível ao ouvido humano, eleva cortisol e piora o humor

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Fotografia mostra mulher de perfil. Ela está apertando a orelha com um dedo e de olhos fechados, sinalizando dor no ouvido - Metrópoles
1 de 1 Fotografia mostra mulher de perfil. Ela está apertando a orelha com um dedo e de olhos fechados, sinalizando dor no ouvido - Metrópoles - Foto: Peter Dazeley/Gettyimages

Mesmo sem ser ouvido, o infrassom pode afetar o corpo humano. Um estudo publicado neste domingo (26/4) na revista científica Frontiers in Behavioral Neuroscience aponta que a exposição a sons de baixíssima frequência está associada ao aumento do estresse, a alterações no humor e a respostas emocionais negativas — mesmo quando as pessoas não percebem que estão sendo expostas.

O infrassom é um som de frequência muito baixa, abaixo de 20 hertz (Hz), que os seres humanos normalmente não conseguem ouvir. Ele pode ter origem natural, como tempestades, ou ser gerado por atividades como o trânsito de veículos pesados.

Alguns animais evitam essa frequência, enquanto outros utilizam esse tipo de som para se comunicar. Os pesquisadores investigaram a capacidade humana de perceber o infrassom e descobriram que o corpo reage a ele com aumento da irritabilidade e dos níveis de cortisol, hormônio ligado ao estresse.

“O infrassom está presente em diversos ambientes do dia a dia, aparecendo próximo a sistemas de ventilação, tráfego e máquinas industriais. Imagine visitar um prédio considerado assombrado. Seu humor muda, você se sente agitado, mas não vê nem ouve nada incomum. Em construções antigas, há uma boa chance de haver infrassom, especialmente em porões, onde encanamentos antigos e sistemas de ventilação produzem vibrações de baixa frequência”, explica o autor sênior do estudo, Rodney Schmaltz.

Experimento em laboratório

No estudo, 36 participantes foram convidados a permanecer sozinhos em uma sala enquanto ouviam músicas calmantes ou perturbadoras. Para metade do grupo, foram utilizados alto-falantes de subgraves, projetados para instalação invisível, que emitiam infrassom a 18 Hz.

Após a experiência, os voluntários relataram como se sentiram, avaliaram emocionalmente a música e disseram se acreditavam que o infrassom estava presente. Amostras de saliva também foram coletadas antes e depois do teste.

Os resultados mostraram que os participantes expostos ao infrassom apresentaram níveis mais altos de cortisol salivar. Eles também relataram maior irritabilidade, menor interesse e perceberam a música como mais triste. Apesar disso, não conseguiram identificar se o infrassom estava sendo reproduzido.

Os resultados indicam que os humanos podem “sentir” o infrassom, mesmo sem identificá-lo conscientemente, embora o mecanismo por trás disso ainda não esteja claro.

Além disso, os cientistas alertam que exposições prolongadas podem ter impacto na saúde, já que níveis elevados de cortisol ao longo do tempo estão associados a diversos problemas físicos e mentais. Os pesquisadores destacam que o estudo foi feito com um número reduzido de participantes e que mais investigações são necessárias.

Futuras pesquisas devem testar diferentes frequências, combinações de sons e tempos de exposição para entender melhor os efeitos do infrassom no organismo.

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